domingo, 6 de setembro de 2009

Brasilia, Brasilia, Brasilia...os amigos!


Brasilia é uma cidade que me encanta e fascina.

Pela arquitectura de Niemeyer, pela sua amplitude, pela sua cultura, pelos amigos que aí tenho e...pelos convivios nas noites de sexta-feira.

O Pier, o Sudueste, o Sector Sul, o Lago Paranoá são alguns dos meus lugares predilectos.

Desta vez e devido ao facto de ter estado na inauguração da exposição "o nu das palavras", aproveitei para reviver a cidade que conheci há quatro anos atrás e onde ainda hoje me sinto preso a tantas e boas amizades.

São algumas delas que recordo aqui, já com saudades e, no entanto, só estou de regresso há bem poucas horas...

Acompanhem-me nas fotos que edito e vivam comigo tantas e tão boas recordações.



Ainda não estava refeito das nove horas e meia de vôo que separam Lisboa de Brasilia e já estava no Carp Diem do Sector Sul em ameno convivio com escritores e jornalistas.
Gente de ideias, de conversa e de muita cultura.
Da esquerda para a direita: Eu, José Roberto da Silva, Fábio Dantas Melo, Marcondes Sampaio,Victor Tagore,Sábio Garbin, Victor Alegria e Professor Melo


No Filé, o quinteto não era de cordas mas sim de conversa.
À volta da mesa falou-se de economia, de politica, de sindicalismo e saboreou-se um excelente e "anafado" bife. Graaaaaande, farto e...tenro!!!
Como sempre estes convivios de Brasilia fascinam-me e servem para matar saudades do que já não tenho em Lisboa.
Na foto, da esquerda para a direita, eu, Carlos Neves Cristo (do Ministério do Desenvolvimento), António Barahona (um português há muito em Brasilia), Manuel Campos (velho amigo e dirigente sindical na Alemanha, ocasionalmente em Brasilia depois de palestra em Goiânia) e Victor Alegria (editor)


Noite junto ao Lago Paranoá onde jantei a convite do Fábio, Camila, Maiany e Elisangela. ver da esquerda para a direita). Entre um churrasco,sumos e chopps, rimos e conversámos. Uma noite agradável junto de gente jovem e bonita onde a boa disposição não faltou.


Com Marcondes Sampaio passei um dia diferente. Este autor e ex-jornalista do Senado Brasileiro, proporcionou-me um "giro" urbano e gastronómico que...nem sei se conte.
Começámos o dia cedinho pela carne seca, pelo chopp e terminámos na Cervejaria Brahama com o bolinho de bacalhau...
Marcondes que agora, também, se dedica à poesia, tem sensibilidade perspicaz e escreve duma forma interessante. Tem poemas lindissimos! Embora o que transcrevo não esteja dentro do seu habitual, achei este engraçado...

Título: Barischiniquim

Se é prá dançar, eu danço,
se é prá reggar, eu reggo,
se é prum lero, bolero,
se é prá sambar, eu sambo,
no rock e break me quebro,
Só requebro na salsa e mambo


No domingo dia 31, os meus amigos Fábio Dantas de Melo e seu pai Argemon ofereceram-me na Churrascaria Portal, em Águas Claras, um estupendo churrasco.
O que almocei, o que comi...
Devo confessar que esta familia foi extremamente simpática e amiga.
"Vieram" comigo no coração!
Aqui fica o meu publico obrigado a D.Maria do Socorro, ao senhor Argemon e aos seus filhos Ana Cristina e Fábio José.
Com eles convivi em duas óptimas refeições.


...E para que no almoço na Churrascaria Portal nada faltasse, o relações públicas do restaurante, primorou para que provasse todas as carnes de forma especial. Aqui fica a foto que tirámos no final do repasto.
Rodrigo, um abraço e obrigado pela simpatia.


A meu lado a minha mais recente amiga em Brasilia. Chama-se Camila Guedes Salgado.
"Devorou" o livro de poemas que lhe ofereci, leu atentamente os poemofotografia da expo, esteve no Aeroporto a despedir-se...A Camila é um amor!
No Aeroporto, como lembrança, ofereceu-me uma moldura com a foto que nos tirou com o propósito de que ela figurasse no meu escritório...
Pois, Camila, a foto aqui está e quase defronte de mim.
Agradeço a sua simpatia, a sua presença, a sua gentileza, a sua lembrança...tudo!


Aqui, o "nucleo duro" da minha estadia em Brasilia. O editor Victor Alegria, eu e os escritores Jarbas Júnior e Marco Polo Heickel. Para além de dois belissimos escritores que muito admiro, foram eles que me "transportaram" e levaram até onde a minha presença era solicitada.
Com eles as longas distância da cidade ficaram mais próximas. Obrigado, amigos!


Muito dificil falar de alguém que tem um grau superior de inteligência. Muito dificil,mesmo! Passei alguns momentos à conversa com o autor e poeta Leonardo Sampaio, na sua casa no Lago Sul e confesso que me surpreendeu a sua vasta cultura e o conhecimento profundo que tem da história e das raízes de Portugal (...e não só!). Ouvi-lo é como que pararmos o tempo e sentir que a história está a passar diante de nós. Sem reverências simpáticas devo confessar que este jovem vale por tudo o que é prestigiando-se a si e à juventude do seu país.
Leonardo, aquele abraço e não vamos perder o contacto.
Força! Há um futuro que espera por você!


A Angela Brusamarello é uma amiga de quem gosto muito. Tive oportunidade de revê-la e de conversarmos uma noite no Terraço Shopping. Foram momentos agradáveis e que recordarei, pois a Angela há muito que tem lugar cativo nos meus "amigos do peito"-


Ao jornalista, professor e poeta Menezes y Morais concedi uma entrevista onde não só quiz saber de mim, como, também do que penso sobre o que se escreve actualmente. De entrevistado passei a conhecedor da sua obra e confesso que me surpreendeu a sua capacidade literária.


No ultimo dia da minha estadia, a seu pedido reuni no Instituto Camões/Embaixada de Portugal com as representantes da direcção da Pró-Arte de Brasilia, D.Maria Lucia Moriconi e D.Odaiza Rodrigues Alves, as quais pretendem que a exposição "o nu das palavras", seja de novo exposta em Brasilia. Tendo em vista a calendarização de outros compromissos, ficou manifestado o nosso interesse em que tal volte a suceder e se possivel em Outubro próximo.



...E a minha estadia em Brasilia terminou com um almoço especial.
A três horas de voar rumo a Lisboa, a convite, almocei com o Embaixador de Timor Leste, Dr.Domingos de Jesus de Sousa e com o editor e amigo Victor Alegria. Na foto da esquerda para a direita.
Simpatia e amizade estiveram presentes e a promessa recíprca de colaborarmos em iniciativas particulares e colectivas.Como sempre, Timor Leste bem presente na alma e no sentimento daqueles que falam a mesma língua.

O avião esperava, o tempo voava e tive de correr para o aeroporto.

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Não fossem os compromissos que me esperavam em Lisboa e teria prolongado a minha estadia por forma a corresponder aos inumeros convites pessoais e artisticos que, infelizmente, não pude aceitar.

...Mas eu volto.

Os amigos das artes (e não só) fazem questão e eu...QUERO VOLTAR!

Afinal, para eles eu já "tenho" o título honorifico de Brasiliense!

Muito obrigado a todos!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

o nú das palavras



EXPOSIÇÃO POEMOFOTOGRÁFICA
INSTITUTO CAMÕES / EMBAIXADA DE PORTUGAL
BRASILIA

"o nú das palavras" é um imenso mar de sensibilidade traduzido nas fotos que RENATA BIGLIA (fotógrafa de Porto Alegre) fez a nús de diversos modelos.

para essas fotos escrevi propositadamente poemas.

direi que são fotos incomuns para o que normalmente nos é apresentado sobre o tema.

a RENATA soube captar o esplendor do corpo e dar-lhe a cor da simplicidade que ele tem.

"o nú das palavras" foi um desafio por mim proposto e aceite pelas autora das fotos.

comigo em Lisboa, com ela em Porto Alegre, "o nú das palavras" é o resultado duma parceria, onde a co-autoria, a amizade, a paciência e a tolerância souberam vencer a distância consagrando um ano de intenso trabalho com "oceanos" de mails de permeio.

25 fotos para as quais escrevi poemas que, agora, vão, iniciar o seu circuito de exposição, de mostra pública.

começamos por Brasilia, cidade-capital do planalto central onde tenho imensos amigos e a sua curiosidade me espera.

começamos com o apoio da entidade máxima na divulgação da cultura Portuguesa no exterior, o Instituto Camões.

quem estiver por Brasilia ou por perto, pode ver "o nú das palavras" no Instituto Camões / Embaixada de Portugal
Av. das Nações - Quadra 801 - Lote 02
Brasilia

a exposição estará patente ao público
de 27 de Agosto a 10 de Setembro de 2009

na inauguração, que terá lugar no dia 27 de agosto, quinta-feira, pelas 19.30 horas, Renata e eu estaremos presentes para receber o público, entidades e os nossos amigos.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

solama



transpiro o sol nos suores escorridos,

nos pardacentos que o dia conjectura…


na azáfama, na falsa transparência,

um fio sedoso prende olhares,

palavras por dizer…


na linha suspensa, no imaginário da escrita,

viro a página, a melodia sufocante,

a palavra repetida na palavra…calor!


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"horizontes de bruma", pintura a acrilico
de minha autoria com as dimensões de 50 x 70 cm

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

eus introspectivos...



uma dedada na mágoa, um sorriso na tristeza,

o tempo cortando quietudes…


nos segredos da mão, nos gestos fechados,

raivas contidas, forças do desespero…


na ressequida lembrança, na brecha irredutível,

as palavras doem, os gritos rasgam…


…um dia voarei e na distância do sonho,

na retina exausta, no infinito cinzento,

serei ressonância, assobio do tempo,

olhos dum só despertar…

segunda-feira, 13 de julho de 2009

redondeando...



redondo desejo em teu corpo serpenteado;

redonda loucura na pérola dum beijo;

redondo segredo na maré do silêncio;

quadrados fins no vértice do fim…

quarta-feira, 1 de julho de 2009

DO BRASIL E DE BRASILIA, OS AMIGOS!

Por via dos ínumeros amigos que tenho no Brasil e particularmente em Brasilia, tenho conhecido gente bonita, amiga e divertida.

Gente da cultura, gente que marca pontos na sua actividade e que, para além de tudo, preserva os valores da amizade e do companheirismo.

Hoje, em alguns desses amigos quero não só prestar-lhes homenagem como, também, homenagear todos aqueles que, duma forma ou outra, se têm tornado presentes junto de mim.

Todos vivem nesse imenso país-irmão que é o Brasil, de muitos tenho a promessa de estarem na inauguração da exposição “o nú das palavras”, no dia 27 de Agosto, em Brasília, no Instituto Camões / Embaixada de Portugal.

Como já referi, "o nú das palavras" é uma exposição poemofotográfica cuja autoria partilho com Renata Biglia, fotógrafa de Porto Alegre / Brasil

Aqui ficam as fotos de alguns desses amigos com quem convivi recentemente.


Aqui, ao lado de Victor Alegria. Dele, uma só palavra: Um amigão!
É o meu editor em Brasilia, um desbravador de iniciativas, um homem que vive e respira cultura, um Português exilado no tempo da ditadura Salazarista, que ficou pelo Brasil e que em Brasilia (e não só) todos admiram e respeitam.


Esta foto não podia faltar. Ela é apenas uma breve e fugidia imagem duma tarde bem passada.
Que tarde!...O que rimos, o que brincámos...
Lembrando essa tarde, esse convivio, aqui estão mais três amigos que vão estar na expo.
Da esquerda para a direita: A escultora Mara Nunes (Que artista! As suas esculturas em aço e ferro mostam bem o "peso" do seu talento. Brasilia bem pode orgulhar-se desta artista!) eu, Marilia Mascarenhas Ferraz, uma esclarecida e determinada advogada para quem a musica é uma fervilhante paixão. (Estou aguardando essa vontade de musicar alguns dos poemas que aqui edito....). Por fim, Marcos Mauricio de Sousa...e que dizer do Mauricio, da sua graça afiada e do seu jeitinho malandro? Nada a dizer! Mauricio é...ímpar!


Maria Aparecida Torneros é jornalista no Rio de Janeiro e autora do livro "A mulher necessária". Na sua passagem por Lisboa dei-lhe a conhecer alguns dos locais frequentados na cidade por autores e poetas Portugueses. Também ela faz questão
de estar em Brasilia na inauguração da exposição "o nú das palavras".


Foram muitos os momentos em que convivi à mesa com o Fábio José Dantas Melo, professor universitário, escritor e estudioso da raça cigana. Conhecemo-nos por intermédio do Victor Alegria aquando do estudo que realizou em Portugal. Também ele vai estar na vernissage da expo. Ele, a irmã e familiares.

terça-feira, 23 de junho de 2009

engrenagem...



somos máquina no gélido cobertor da sociedade,

engrenagem,

rotina duma azáfama desmedida...


somos tudo,

menos sombra da nossa identidade...


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a imagem que ilustra este poema refere-se à pintura "vitima da engrenagem" da autoria do meu amigo José Luis Pereira da Silva, um artista de olhar agudo sobre a sociedade que nos rodeia.

inspirado por esta tela, escrevi para ela o poema que agora edito.

domingo, 14 de junho de 2009

...num desejo iluminado


morro num desejo
iluminado
à sombra de ti...

...como se a escuridão engolisse o dia
e a noite fosse o despertar dos sentidos...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

matinados...


aqui, num suspiro de jade, sussurra a manhã cuspindo a névoa que a turva...

ali, na beira da mágoa,uma corça corre ao vento espantando pássaros de trevas...

mais além, onde a montanha torce o vale, tropeça a distância em vozes de assobio...

lá longe, muito longe, um peito de menina amamenta o dia de olhos pendurados...

para lá do infinito, silenciosa é a voz que debita metáforas, magoadamente, choradas...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

fui fogueira...


fui fogueira,
razão extinguida…

outrora labareda,
fui fogo, alegria…

hoje, não mais que cinza,
sou pó, vida incendiada…

fui fogueira,
tronco da noite fria,
calor, esperança,
rumo, uma só estria…

quinta-feira, 14 de maio de 2009

o sol do sorriso é...



o sol do sorriso é um gesto no corpo,
o fio de linho que veste a nudez;

a pulsação da poesia que inebria,
a inocente leveza da gota do querer…

o sol do sorriso é um gesto no corpo,
a loucura da noite que o amor fantasia…

quinta-feira, 7 de maio de 2009

guardado em tua boca



espreguiço a colina dum sorriso,
o vale onde o sol se despenha…

…e num abraço eterno,
nos olhos redondos da existência,
beijo o céu de prata
guardado em tua boca…

quinta-feira, 30 de abril de 2009

hino labor (1º maio 2009)



voa rasgada a conspiração,
a palavra,
a revolta que o dia inspira…

nas mãos calejadas,
no dia de tantos gritos,
há unidade,
um desejo seguido…

aquele que se junta,
aquele que se une,
jamais será vencido!




Créditos:
1ªfoto - Diário Popular,1º de Maio de 1974
2ªfoto - Parte de poster da CARP (ml) 1975

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Sobre o 1º de Maio, ver mais no post de 29 de Abril de 2008

sexta-feira, 24 de abril de 2009

foi há trinta e cinco anos...


há trinta e cinco anos eu já sabia que ía acontecer um movimento militar que nos podia restituir a liberdade.

desde o “balão-de-ensaio” do 16 de Março que eu andava avisado e alerta…

no dia 25 de Abril de 1974, ainda não eram sete horas da manhã,estava eu a preparar-me para enfrentar mais um dia de trabalho na Sida-sueca quando, o telefone toca e meu irmão Adalberto, ex-militar em Timor, me informa do que estava a acontecer.

lembro que chorei.

lembro que num rasgo simultâneo ri, fechei com força as mãos e disse para comigo:“tem que ser, tem que resultar!”.

ultrapassei todos os pormenores infinitos que dou à higiene diária e corri para a Baixa de Lisboa.

lembro os GNR’s, "assarapantados", bem como os militares leais à hipocrisia do governo de Caetano, lembro os militares libertadores com que me cruzei e as minhas constantes mudanças pelos cenários dos prós e contras.

nesse dia, disciplinado, pontual e cumpridor, nem pensei nos meus deveres profissionais.

fiquei-me, indiscriminadamente, pelo Rossio, Baixa, Praça do Comércio, Chiado, Ribeira das Naus, António Maria Cardoso, Largo do Camões, Largo do Carmo…

corri de local em local os locais onde a revolução aconteceu e o povo vibrou, assistindo a tudo,tudo,tudo!

quatro ou cinco vezes corri a casa de meus avós maternos, na Rua João Brás, aos Poiais de S.Bento, para relatar pormenores do que estava a acontecer.

o avô José Maria, já doente, conhecido no Exército e nos meios oposicionistas por Sargento Videira e líder da ORS – Organização Revolucionária dos Sargentos, rejubilava com o que sucedia e, da primeira vez que lhe fiz relatos, olhando-me nos olhos, num olhar de alegria e, simultaneamente, de tristeza por não viver “in loco” o momento, diz-me: “Hoje, na rua só falto eu”.

ele que esteve em revoluções e revoltas, não estava nesta…

realmente, não estava.

estava doente, impossibilitado de sair de casa.

não fora a doença e uma vida de constante luta que iniciou na sua participação na guerra de 1914/1918 e continuou por revoluções, revoltas, prisões, deportações e Tarrafal e ele, concerteza viveria esse dia de forma bem diferente mas, seguramente, bem participativa.

o dia libertador de 25 de Abril de 1974 aconteceu há 35 anos, mas continuo a trazê-lo tão presente e tão vibrante como então o vivi.

porque lembro o que a minha e tantas famílias passaram na prisão e na deportação, porque lembro todos os homens que me deram a conhecer e que conheci e que travaram uma luta desenfreada para que todos pudéssemos ser livres e senhores da nossa vontade.

uns tiveram a felicidade de viver esse dia e o que ele significou e significa para o futuro de Portugal, outros, infelizmente, não conseguiram chegar a essa luz libertadora.

ambos são credores do nosso respeito, de os termos presentes na nossa memória, de mesmo sendo tantos, gritarmos bem alto os seus nomes e lembrarmos às gerações presentes e vindouras que a liberdade se deve a eles e àqueles que desprendidamente lutaram e a conseguiram no dia 25 de Abril de 1974.

para que não hajam meninos e homens pendentes, aqui lembro aquele que foi o MEU dia e é afinal o dia de todos os Portugueses que vivem e preservam os valores da liberdade e da democracia!

por isso, sem timidez há que gritar: VIVA O 25 DE ABRIL!

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Lisboa,25 de Abril de 2009

...e o Povo saíu à rua!

foi um povão!

...e eu estava lá!!!







Lisboa, Largo do Carmo
homenagem ao Capitão Salgueiro Maia



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os meus agradecimentos à jornalista Brasileira Maria Aparecida Torneros da Silva a qual, segundo sua informação,difundiu este post.

para si, aquele abraço fraterno com o meu reconhecimento.

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

na sombra de um homem...




na sombra de um homem,

uma veia de sentimentos,

uma língua de abismos,

um alfabeto por inteiro,

um olhar de vogais;

uma nesga de resteas,

uma vida decapitada,

um chão de cismos,

um fim de dias magoado...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

por um mundo melhor...



explicação prévia:

o que a seguir vão ler, resulta da revolta de alguém que passou grande parte da sua vida na luta pela justiça social e a favor daqueles que dão o melhor de si em prol da sociedade e dum mundo melhor.

sendo laico, o que escrevi, parece ter resultado do momento inspirativo dum homem de fé e...não é o caso.

este poema "branco" tem a ver com os explorados e oprimidos e com a necessidade do homem ressuscitar um mundo melhor, se é que ele alguma vez existiu...

aproveitando os valores da fé da maioria do país que somos e a quadra que atravessamos, edito o que segue, agradecendo a generosidade daqueles que transformaram o sentimento das minhas palavras em canto no culto da sua fé.


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ressurreição


trago no peito as chagas da tua dor,
os espinhos da cruz
onde a palavra gemeu na apatia do homem…

trago na ressurreição da fé a força e a coragem de,
nos olhos da esperança,
pedir perdão e acreditar
que todos somos irmãos,
mesmo que a resignação de alguns
não seja a de todos…

trago em mim a confiança,
o querer, a vontade,
para que, no melhor de nós,
ressuscite o homem que,
na semelhança de si,
construa um mundo melhor,
mais solidário,
mais fraterno,
mais igual.



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Os meus agradecimentos a Zélia Nicolodi e a Lu Guerreira,
as quais, devidamente autorizadas, editaram estas palavras
em pps, "circulando" estes pelo imenso espaço da internet.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

dardejando...



dardejo o infortúnio,

o jogo da sorte,

jogo palavras,

desesperos,

a hora da morte.

quinta-feira, 19 de março de 2009

...nada como voar no sonho



...nada como voar no sonho
e no sonho dar vida à imaginação...

se o homem não sonha,
se o homem não acredita,
a razão perde-se na existência da vida...

eu, acredito e sonho.

..por isso vou mais além,
ultrapassando hesitações, parto.

de aquém, voando, sonho,
vôo, um pouco mais,
sempre liberto,
sempre mais além!

quinta-feira, 12 de março de 2009

as minhas penas choradas...



as minhas penas choradas são a cruz do desalento,
a dor da carne chagada,
o infortúnio,
a incompreensão…

são a amargura,
o olhar triste,
a busca da lonjura…


12.03.2009
13.01h


pintura a óleo em tela, "olhar de João Videira Santos"
executada por Machado dos Santos