Alice, Ana Maria Costa, Anália, Aureola Branca Clarissa Barth, Cris de Lima, Carla Mar, Graça Pires, Gretty, Impulsos, Jacinta Correia, Juani Lopes, Leticia Gobian, Lola Bertrand, Margarida, Maria P., Mariam, Menina do Rio, Olá!, Olhos de Mel, Osvaldo, Regina Coeli, Renata Maria Pereira Cordeiro, Rosa dos Ventos, Rosi Gouvea, São, Xistosa,
A vocês, o meu OBRIGADO!
Pela simpatia, pela amizade, pelo carinho, pelas mensagens deixadas pelos mails enviados.
seis artistas plásticos, nos quais me incluo, com currículo e participação em diversas exposições individuais e colectivas, exibem os seus trabalhos no Posto de Turismo da Camara Municipal da Moita de 7 a 21 de Junho.
gente interessada e atenta convivendo com criticos e intelectuais.
discutindo e "decifrando" técnicas...
amigos...estes são alguns dos que vieram de longe, atravessaram o Atlântico e juntaram-se aos que estão perto! (Viva! José Luís! Olá! Paulina! Obrigado pela presença, pela amizade, pelas lembranças!)
sempre criticos e exigentes...os familiares! (Adalberto,Mimi,Cristina e Teresa)
Luis Fontan, sempre presente! Um amigo com quem partilho diversos horizontes no dominio da cultura e da...politica!
Eu sei que pode parecer vaidade, mas...(há sempre um "mas" na minha vida...) não resisto a escrever e editar algo que me dá muita satisfação.
Vou "falar" sobre uma canção que compus há anos atrás. A sua história é esta...
Convivia eu com os meus amigos angolanos Henrique Rosa Lopes e Rui Legot, elementos do Duo N'gola quando me predispus a criar algo que pudesse ser interpretado por eles.
Habituado desde muito jovem a conviver com naturais das ex-colónias, com eles conheci alguns dos ritmos nativos de África. Um dia, inesperadamente surgiu na minha mente um ritmo bem sincopado e que tudo tinha a ver com o balanço da musica africana.
Para ele escrevi uma letra extremamente simples, salpicada com algumas palavras do dialecto quimbundo. "Alinhavada" a composição, baptizei-a de Mona Kilumba (menina,menina) e corri ao encontro dos meus amigos do Duo N'gola que fazim "poiso" na Pastelaria Tarantela, na Estefânia, em Lisboa.
Aí, à mesa da pastelaria, trauteei a canção, sendo enorme a surpresa dos meus amigos, dizendo tratar-se duma genuína melodia africana.
Dias decorridos, depois de alguns ensaios a canção era gravada em disco e apresentada na TV.
O agrado foi geral e o disco esteve largas semanas na parada de vendas em Angola. Fez o seu caminho e tempos depois voltaria a ser gravada por Aurélio Perry, à altura, famoso interprete do Porto.
Decorridos tantos anos, sou, agora, agradávelmente surpreendido por Mona Kilumba ser reeditada, fazendo parte duma bem apresentada colectanea, em livro, como “As 100 grandes musicas dos anos 60 e 70” de Angola.
A esta distinção acresce a particularidade de ser o único autor incluído nessa colectanea que não nasceu, nem nunca esteve naquele país.
Anos volvidos e depois duma carreira triunfante, o Duo N'gola terminou a sua actividade artistica, não sem que antes voltasse a gravar um poema de minha autoria (Euridice) com musica de Henrique Rosa Lopes.
Henrique Rosa Lopes, inpirado autor-compositor de temas como "Angola" e "Angolê, Angolá", retirou-se da vida artistica, vivendo, hoje a tranquilidade duma vida agitada, Ruy Legot, prossegue a sua carreira como musico, agora, em Paris.
...E fica contada a história de Mona Kilumba, uma composição negra escrita por um Lisboeta.
Entretanto, no merengue da palavra, duas opiniões sobre AS 100 GRANDES MÚSICAS DOS ANOS 60 E 70 de Angola...
"Este é um tesouro sonoro que, felizmente, foi salvo do esquecimento. Um património angolano que solidifica o passado conjunto de dois países. Imperdível para qualquer nascido / criado naquelas terras. Obrigatório para quem pretende conhecer a música de um país que continua a marcar o ritmo dos nossos corações." - Paulo Salvador
"Esta é a banda sonora dos últimos anos da época colonial em Angola. Brilhante anúncio de um futuro musical que ainda não chegou - mas está próximo. Angola vai ser, muito em breve, uma das grandes potências musicais do continente africano. Não será possível compreender esse futuro sem conhecer este passado. Não há dúvida alguma, olhando para trás, que o melhor daqueles anos foi a música." - José Eduardo Agualusa
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Transcrição de excerto da muita informação que "circula" na internet sobre esta edição:
"Este é um tesouro sonoro que, felizmente, foi salvo do esquecimento. Um património angolano que solidifica o passado conjunto de dois países. Imperdível para qualquer nascido/criado naquelas terras. Esta é a banda sonora dos últimos anos da época colonial em Angola.
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Lembrança... Ao recordar "Mona Kilumba" quero deixar uma palavra publica de saudade ao Tony Tavares, meu amigo-irmão, negro de Angola, companheiro de tantas farras que me acompanhou desde os dez anos de idade até ao final da sua vida. Hoje e sempre, os amigos não o esquecerão!
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Aqui pode ouvir o Duo N'gola em Mona Kilumba...
Contra capa.
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Elementos anexos à edição internacional
VARIOUS ANGOLA (4CD BOOK) cat. N° SL956-2 5604931095620
With 4 CDs and a 40 page booklet (in Portugese only) and filled with photos of the time, "Angola - As 100 grandes músicas dos anos 60 e 70” (Angola – the greatest 100 songs of the 60’s and 70’s) is a journey through the most creative years of Angola.
All these recordings were made at Valentim de Carvalho Studios in Luanda, from 1968 up until 1975 (the year of Independence, when all the tapes were taken to Lisbon and kept in a warehouse until now). Except for 8 tracks released in the Africa Crioula compilation, all of the 100 tracks are being released in CD for the first time. These are original recordings, previously unreleased in CD and available for the first time now in this digitally mastered collection.
This music was something unique for it's time, and later it was spread throughout the world and gave form to many other genres. All of these artists were originally from Angola, and due to the difficult period of the independency war in the country at the time, some of them emigrated throughout the five continents, taking their own culture and music in the luggage, others (such as Sofia Rosa) were killed later for political reasons during the civil war, and some others became major local artists as Elias diá Kimuezo, today after a 55 year-long career. Artists such as Carlos Lamartine, Africa Show, Teta Lando, Chico Montenegro, Mário Silva, Santocas, Santos Júnior, Águias Reais, Quim dos Santos, Artur Adriano, N'Goma Jazz, among others, see their recordings for the first time in CD.
Semba is the king of the popular music of Angola of this time, but you can also find Kazukuta, Kilapanga, Rebita, Dikanza and Merengue among these 100 songs. CD #4 is mainly ballads. Apart from some songs sung in Portuguese and Umbundo, most of them are sung in Kimbundo (the Luanda and north of Angola language). Angola – As 100 grandes músicas dos anos 60 e 70” is a multilingual musical expression of Angola. Today, the locals still speak more than 20 different dialects, although Portuguese is the official language.
Angola – as 100 grandes músicas dos anos 60 e 70 discovers some of the hidden treasures of Angola from one of the finest creative periods of the country.
”The airy fretwork and reggae-styled basslines by Sofia Rosa (...) are tied to each other by the same longing themes of freedom and hope. Fans of Johnny Clegg and the non-Ladysmith Black Mambazo tracks on Paul Simon's Graceland will be fascinated to hear the roots of those sounds which sound very much alive decades later.” By Zac Johnson, All Music Guide
Tracklisting:
CD 1
01. Elias diá Kimuezo - Zé Salambinga 02. Chico Montenegro - N'golo Banza 03. Mário Silva - Bossa do violão 04. Santocas - Minha Sobrinha 05. Artur Adriano - Kalunga 06. Chico Joaquim - N'Gola Yétu 07. Sofia Rosa - N'Gue Xile Mutunda 08. Lancerdo - Esperança 09. Barros de Landana - Tambi Rosa 10. Santos Júnior - Mukulo 11. N'Goma Jazz - Belita-Kiri-kiri 12. Cabinda Ritmos - Chika 13. Duo N'Gola - Mariana 14. Quim dos santos - Kissuela Kia Diala 15. Paulo Neto - Tua Ndaleto Kutu Tumina 16. João Pequeno - Muloji 17. Alliace Makiadi - Ester Madona 18. Manuel Faria - N'Golo Banza Mamã 19. Cisco - N'gongo - Semba 20. Kibonga dos Santos - Encontro com Muloji 21. Os Korimbas - Jessa 22. António dos Santos - Quando Eu Morrer 23. Zé do Pau - Caminhos da Liberdade 24. Africa Show - Okuniuissa Olongenbia 25. Elias diá Kimuezo - Samba
CD 2
01. Águias Reais - Bazooka 02. Duo N'Gola - Mona Kilumba 03. Elias diá Kimuezo - Zum Zum 04. Quim dos santos - N'Genji 05. Ases Do Prenda - Merengue Bombeiro 06. Africa Show - Ritmo da Ilha 07. Brás Firmino - Onguevaia 08. Mamukueno - Rei do Palhetinho 09. Chico Montenegro - N'gana Maria 10. Super Coba - Kossa-Kossa 11. Ana N´Gola - Kidingo 12. Artur Adriano - Carnaval 13. Dimba D' Angola - Merengue Titia 14. Santos Júnior - Comboio Apitou 15. Os Giendas - Merengue 16. Fé-Fé - Chico - Semba 17. Kissas - Zé João 18. Luís Maria - Merengue Banga Sumo 19. Muhona - N'ga Kolu M'butu 20. José Massano Júnior - Kitmo S. Salvador 21. Cabinda Ritmos - Rosa 22. Nito Nunes - O Relógio Marca a Hora 23. Santocas - Bento 24. Sofia Rosa - N'gala ni kilofo Muxima 25. Marimbeiros De Duque de Bragança - Caiuana
CD 3
01. Mário Rui Silva e Ana Paula - Picada do velho 02. Duo N'Gola - Mulher de Homem 03. Muhona - Falsos Amigos 04. N'Goma Jazz - M'Bamda Yumbana 05. José António Cândido - Kia Banga Rosa 06. Brás Firmino - Unita 07. António dos Santos - Tata Uá N'gi Lengue 08. Santos Júnior - Madalena 09. Luanda Show - Paxi kua N'gola 10. Super Coba - Txi Mbele-Mbele 11. Elias diá Kimuezo - Combóio 12. Africa Show - La Minuta 13. Chico Joaquim - Luzia 14. Augusto Adriano - Mu Iobe 15. Zé Viola - Chita Iá Puiti Puiti 16. Artur Adriano - Mãe Uebi 17. Kito - Bongololo 18. Quibanzas - cada Ngueté Vida Dé 19. António Sobrinho - A N'gi Zula 20. Cisco - Divua Diami 21. Dimba de Angola - Titina 22. Sofia Rosa - Kumulundu 23. Campos Neto - Diá Benga 24. Estrela dos Dembos - Martita 25. Gr. K. Sto. António - Zaire Zabula
CD 4 - Baladas
01. Elias diá Kimuezo - Ressureição 02. Chico Montenegro - Ji Henda ia Luanda 03. Sofia Rosa - Kalumba 04. Santos Júnior - Maria Rita 05. Cisco - Totonha 06. Elias diá Kimuezo - Mualunga 07. Musangola - Laurento 08. Artur Adriano - Belita 09. Quim dos Santos - O Povo é que Sofre 10. Manuel L. Cardoso - São Lágrimas 11. Chico Montenegro - Monami 12. Augusto Dikongo - Encontro com Mana Fatita 13. Lancerdo - Kan'gato ka Dilaji 14. Mário Silva - Maza 15. Águias Reais - Jesus Diala Ua Kidi 16. Carlos Lamartine - N'Gana (Rosa José) 17. Zitocas - Angélica 18. Campos Neto - Diembe 19. Os Giendas - Penso em você mamã 20. Veríssimo Da Costa - N'Gongo iá Diala 21. Ilda Rosa - Makixe 22. Zé Viola - Ambuale 23. Africa Show - Noite de harmonia 24. Teta Lando - Muato Wa N'Ginjila 25. Mário Rui Silva e Ana Paula - Zeca Camarão
Aquele Maio tão rubro e tão protestante que assolou a quietude de alguns, florescendo na revolta de outros…
Lembro bem o quanto devorava as noticias que chegavam de Paris…
Lembro os abutres pidescos que pairavam pela Brasileira do Chiado na escuta permanente do que se dizía sobre as noticias que partilhávamos escutando a BBC…
Aquele Maio, foi Maio como nenhum outro.
Trepidante, galvanizador…
Como bebíamos os “atrevimentos” do vermelho Cohn-Bendit, como a sua voz “megafonizada” ecoava no íntimo da malta nova…
Paris sofreu um tremendo tremor de terra e as ondas de choque chegaram a todo o mundo…
Aquele 7 de Maio de luta brava no Quartier Latin ficará para sempre na memória de quem a viveu e, distante, leu o seu relato…
Aqui, longe de tudo, sem autorização de obter passaporte, viajar para fóra de portas, como eu vibrava… como vibravam os intelectuais do Chiado, a malta de Belas Artes, do Conservatório, os mais velhos do Passos Manuel…
Foi o máximo!
A “rapaziada” da António Maria Cardoso sempre atenta e vigilante andava numa “fona” procurando a quem podia lançar a “luva”…
Entrava na Sá da Costa na mira de encontrar algo que pudesse “abarbatar” ou mesmo fingindo interessar-se por qualquer novidade literária, quando na verdade, de ouvido alerta, apenas queriam ouvir o que se dizia e quem dizia, na ânsia de apresentar serviço e “engavetar” uns quantos mais…
Maio de 68..
Esfomeado por lutas e por uns quantos gritos de liberdade, eu "estava" lá estando aqui!
Foi há quarenta anos,não esqueço!
Lembro, hoje, de memória viva, com o sentimento de sempre!
sobre o abismo da noite, onde o pleno esvazia a míngua, meu universo vacila, entre a fantasia dos relâmpagos alvorados e a adoração das trevas...
se o dia acordar e o meu olhar cavalgar na fúria do galope, é quase certo que preferiria que os monstros escuros continuassem a ser habitantes do universo em que a fantasia não vacila ante o temor do fantasma da noite.
se assim não for, continuarei na procura dos tesouros marinhos, onde o sono se fantasia e os olhos a pleno, são engolidos por pássaros carcomidos que, mergulhando nos meus mares, derrotam a aventura sem receios.
Em 1973, eram muitos os problemas e conflitos laborais.
Em função do que vivi e "crepitava" à minha volta, em vésperas do 1º de Maio escrevi o poema "Vai Maio - em mim".
Escrevi e como outros...guardei na gaveta.
Em fins desse ano, mostrei o poema ao Maestro Artur Rebocho.
Ele leu-o junto do piano do seu estudio musical e, para meu espanto, logo ali o musicou.
A minha admiração foi redobrada, já que Ary me havia dito que a poesia era "atravessada".
Em 1974, "Vai Maio - em mim" foi gravado em disco por Corina.
Corina, a viver, hoje, em terras do Tio Sam, era interprete de temas de cariz popular.
Com esta e outras composições de minha autoria, acabaria por interpretar canções fóra do estilo a que habituara o seu publico.
Hoje e aqui, edito o poema que foi e é canção como homenagem ao 1º de Maio, a todos quantos lutam por uma sociedade mais justa e mais fraterna e, em particular, à memória do Maestro Artur Rebocho, autor da melodia.
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vai Maio - em mim
vai Maio - em mim florido e perfumado despindo donzelas de vestes de invernia...
vai Maio - em mim vestido de vermelho, natural ou tingido pelos factos sindicais...
vai Maio - em mim de verde trigo e vermelhas papoilas mostrando que o outono é farto de pão...
vai Maio - em mim sem preces e orações mostrando que o futuro é verde esperança que se colhe de mão em mão na força e no querer de cada homem
A emoção que sinto neste dia e as lembranças que me assaltam são indiscritiveis.
Lembro meus avós, meu tio-avô, a deportação da familia.
Tenho orgulho imenso nas minhas raízes, nas lutas politicas em a familia se envolveu e nas instituições de solidariedade social que ajudou a fundar ou fez desenvolver.
O avô paterno na implantação da republica e o avô materno na luta pela democracia contra a ditadura de Salazar / Caetano, foram e são estandartes que respeito.
Por essas "leviandades" estiveram na clandestinidade, sofreram a prisão, a deportação, o degredo, a "instalação" no Tarrafal.
As privações que minha mãe e tios sofreram, quando crianças, deviam ser exemplo para quem não tem o menor respeito pelos valores da vida e vive no completo alheamento por todos aqueles que lutaram e sofreram pela conquista da liberdade, da democracia, da justiça social.
25 de Abril, outra vez.
Um dia diferente que lembro e a plenos pulmões grito:
Tudo na vida tem a sua história e esta canção tem a sua.
Nunca a contei. Conto hoje.
Ela foi "sonhada num repente" há muitos anos atrás.
Precisamente numa madrugada no Vitória Clube de Lisboa, na Picheleira e na preparação de mais um sarau cultural, organizado por um grupo de jovens aí residentes e denominado Grupo 8.
A "responsável" por essa inspiração foi a Lily, na altura uma mocinha bonita, extremamente simpática e que hoje, senhora, continua a sê-lo.
Inicialmente baptizada por "caminho no mundo", viria a mudar de nome para "se as flores por mim chorarem".
Pouco tempo depois, conheceu gravação comercial em Portugal e no Brasil.
Naturalmente, "transbordei" de alegria.
Como autor da musica e do poema, sou suspeitissimo, mas...gosto imenso da canção.
Compus outras,mas esta...esta é a "tal", a que nos toca, a que nos faz vibrar os sentidos.
Um dia, tive o previlégio de a ouvir tocada em cravo no Palácio de Queluz.
Que som...
Nem quiz acreditar que aquela musica era minha...
A emoção foi tanta que não contive as lágrimas.
A minha musica tocada ali, na sonoridade desse instrumento fabuloso dos séculos XVI / XVIII...foi o máximo!
Há poucos meses reencontrei a Lily e contei-lhe a história de "se as flores por mim chorarem...".
Ficou surpresa. Nada sabia. Quer ouvir a canção.
Ainda não lhe fiz chegar o CD. Um dia destes...será!
Até lá os meus amigos do Grupo 8, com quem ainda hoje convivo, amigos de infância da Lily, vão continuar a ser maliciosos e a inventar histórias sobre "aquela" inspiração...
Entretanto, a Clara, minha neta, esperta, como é, realizou e ofereceu-me o clip da canção.
(um beijão Clara!)
Para terminar esta história e porque a gratidão é coisa bonita, quero deixar aqui o meu reconhecimento à Corina e ao Dario de Barros que gravaram a composição, bem como homenagear o Maestro Rocha Oliveira (infelizmente,já falecido) que soube "entender" a minha inspiração e, de forma magnifica, orquestrou "se as flores por mim chorarem"
sobre o abismo da noite, onde o pleno esvazia a míngua, meu universo vacila, entre a fantasia dos relâmpagos alvorados e a adoração das trevas...
se o dia acordar e o meu olhar cavalgar na fúria do galope, é quase certo que preferiria que os monstros escuros continuassem a ser habitantes do universo em que a fantasia não vacila ante o temor do fantasma da noite.
se assim não for, continuarei na procura dos tesouros marinhos, onde o sono se fantasia e os olhos a pleno, são engolidos por pássaros carcomidos que, mergulhando nos meus mares, derrotam a aventura sem receios.
Embora a decorrer até ao próximo domingo, dia 13, podemos desde já afirmar que, a expo colectiva, efectuada com o apoio da Junta de Freguesia de Carcavelos,ultrapassou todas as previsões. O salão nobre da Junta de Freguesia foi pequenissimo para receber visitantes e convidados para a inauguração no passado sábado.
No dia seguinte, domingo, foi a vez dos mais novos exibirem o seu talento e mostrarem o que têm aprendido com os mais velhos.
Ainda no domingo e na presença dum publico interessado, a poesia uniu-se à pintura e foram recitados poemas de minha autoria e de outros participantes na mostra colectiva.
À Junta de Freguesia, como memória dum passado que tende a desaparecer, foi oferecida tela sobre pormenor da Quinta Alagoa, trabalho conjunto de duas participantes na colectiva.
A concluir, quero agradecer aos inumeros amigos que acompanharam e estiveram presentes em mais esta participação.
...e ele ali, especado em memórias dum tempo que foi seu.a floresta de mesas esperando que a artilharia de pratos, copos e talheres seja usada...
...o embaraço da escolha gulosa do menu diverso e convidativo...
...as lembranças penduradas esperando que os olhos as desvendem...
...o teu olhar absorvendo esse tempo, venturas e desventuras do poeta, interrompido pelo consecutivo "olha p'ra mim" que capto em cada flash...
... dir-se-ía que os relampejares instantaneos de cada foto perpetuam o momento que, fotografado, já pertence ao passado...
...a conversa diluída no tinto alentejano que fantasia e acaricia o baco de todos os paladares...
...o almoço deglutido em mais um guloso bacalhau, olhado de frente pelas lulas que para mim escolhi...
...a conversa amassada na mais completa satisfação pela permuta de ideias e de pensares dispersos na harmoniade quem canta a mesma canção...
...e ele, o poeta, ali, afixado na parede, depois de tantas tardes trovadas no silêncio da inspiração...
...quantos aparos não desenharam as mais belas palavras e quanta tinta não as tingiu de dor e sofrimento...
...o poeta morreu, mas as palavras, essas renascem em cada livro em que se liberta...
...o almoço no fim, o tempo urge, o sol rompe a vidraça, o adeus apressa-se...
...o martinho da arcada, ali no terreiro do paço, em lisboa, despede-se de nós. o poeta, esse ficou. ele imortaliza os lugares por onde se sentou e os muitos cafés que ali bebericou, enquanto a sua escrita, dolorosamente, sofria...
...e nós, tu e eu, com tantas coisas ditas e tantas outras por dizer, deixamos que o baú do tempo as guarde para novasmemórias...
...o futuro é incerto, mas se estiver por aqui e o reencontro for possível, voltaremos ao passado trilhando caminhos, fazendo sementeira para novas colheitas...
...lembrarei as horas de nós como momentos eternos na rectrospectiva da amizade......então, sózinho, olharei a saudade e direi para mim:-Helena, valeu!
...pelos risos escancarados, pelos momentos descontraídos!
(...e aqui deixo a promessa de que vou escrever a "tal" peça para os teus amigos de Curitiba!)
para Helena irmã de desditas,companheira de ideias, mulher e mãe de afectos.
É que, os arautos do "seu" nacionalismo deturpam factos,escondem a realidade e fazem deles o recreio da imaginação, acabando por colonizar a mentira no territótio da verdade
Esta coisa de falsear a ideia da história e escrevê-la segundo os próprios interesses, tem muito que se lhe diga......
Principalmente tem a ver com os interesses e os clamores que se pretendem para cada país...
Mal comparado, digamos que é quase como chamar pai ao vizinho do lado, sem que ele, alguma vez tivesse alguma coisa a ver com a nossa mãe...
Eu sei, por onde "andei", antes de ser o que sou.
Melhor, sei, por onde andaram os passos da minha história.
Li-a em muitas bibliotecas, vi-a em muitos museus, por esse mundo fóra, onde se retrata a história do homem e, neste caso concreto, as raízes e a expansão Portuguesa.
Sei que demos alguns santos aos altares da igreja e não sei quantas almas ao purgatório.
Sei que, a história desta ocidental praia lusitana não narra todas as suas culpas.
Não esqueço, porém, as coisas boas que legámos ao mundo e que sendo património do conhecimento da humanidade, também, nela, não têm assento.
Sei das nossas conquistas, das nossas descobertas, do nosso avanço na ciência, da nossa capacidade no trabalho e, sobretudo, de todos aqueles que têm orgulhonas suas raízes e que, sendo filhos de outra geração, mesmo não sendo Portugueses, falam do seu passado com orgulho, com a saudade e uma lágrima no canto do olho.
Poderia lembrar, em concreto, muitas raças, outros povos, espalhados por esse mundo, mas...não o farei.
São muitos.
Mais do que aqueles que se lembram de mim como filho duma colonização desastrada...
Às vezes, quando penso maduramente sobre esta e outras questões, reparo que quem fala da minha história esquece os "primores" coloniais dos ingleses, dos holandeses, dos espanhóis, dos franceses e...só menciono estes.
Não refiro a colonização imperialista...
Aqui, ali, ontem, hoje, o rol das barbaridades foi, é enorme.
Nunca pesei os prós e os contras, mas sei que os meus avós(no sentido figurado da história) foram pessoas de virtudes,e que, por esse mundo, deixaram marcas nos povos, nos seus costumes, no património e até nas pedras do tempo.
Dos homens que sonharam horizontes até aos poetas, por todo o lado semeámos a aventura e a palavra do sentimento rimado que enche a alma de quem lê e sonha com o fino recorte dos nossos trovadores.
Hoje, na revolta do homem, nem sempre entendido, deixo palavras "duma" poesia diferente.
Quem sabe se não com o mesmo espirito de fraternidade e solidariedade que o Portugês José Fontana, nascido em Itália, deu a Karl Marx, contribuindo com a sua experiência operária para a obra "O Capital", cujo original assinou, em quarto lugar e está exposto no Museu da História, em Londres...
...sim, porque até aqui, esta coisa de ser Português deixou marcas e tem o seu encanto!
Sou amigo, solidário, dinâmico, honesto, afável, convicto, imparcial, expontaneo, intransigente, desassombrado... não subjugo a razão á necessidade, não usurpo ideias, nem a criatividade.
PORTUGAL
BEM VINDO !
Nasci em Lisboa, Portugal.
Tive o previlégio de conviver com algumas das mais proeminentes figuras da cultura Portuguesa.
Há muito que estou ligado à actividade artistica desenvolvendo a minha criatividade na poesia, nas artes plásticas e, também, na musica.
Anos atrás, alguns jovens da canção Portuguesa interpretaram composições de minha autoria.
Algumas dessas composições tiveram gravação comercial e edição internacional.
Em 2007 a minha composição “Mona Kilumba”, interpretada pelo Duo N'gola, fez parte da coletânea “As 100 grandes músicas de Angola dos anos 60 e 70" - sendo o único autor/compositor representado que não nasceu, nem nunca esteve em Angola.
Colaborei com diversos programas de rádio em Portugal e no estrangeiro, escrevendo poesia, crónicas e textos de opinião.
Tenho poesia editada em disco, publicada em jornais, revistas, páginas da web e em livro editados em Portugal, Brasil e Espanha.
A convite e em parceria com a fotógrafa brasileira Renata Biglia, apresentei no Brasil, em Agosto de 2009, na Embaixada de Portugal, em Brasilia, e em Novembro de 2010, no Memorial do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a exposição poemofotográfica "o nú das palavras".
No campo da pintura, tenho participado em diversas exposições individuais e colectivas, sendo que alguns dos meus trabalhos fazem parte de colecções particulares em Portugal, Espanha, França, Roménia, Brasil e Japão.
Em 2004, 2005, 2006 e 2011 fui distinguido pelo Artmajeur com o “Silver Award”.
De Outubro de 2008 a Julho de 2010 fui responsável e curador das exposições de artes plásticas da Galeria Dominio Público, em Lisboa, apresentando 20 exposições individuais de igual numero de artistas e 5 exposições colectivas com um total de 25 artistas.
Conjuntamente com os actores e actrizes Armando Cortez, Alina Vaz, Raul Solnado, Carmen Dolores, Jacinto Ramos, Manuela Maria, o cenógrafo Octávio Clérigo, o arquitecto Augusto Silva, o cançonetista Valério Silva, a Dra Maria Barroso e outros, sou fundador, autor dos estatutos e membro das primeiras direcções da Apoiarte / Casa do Artista, em Lisboa.
* 1969 - Revista Plateia - Dos mais do espectáculo / radio
No número 2 Jan/Fev de 2011 da Quo Magazine que se edita em Amsterdam / Holanda, a minha pintura foi um dos destaques. Para ver, clique no título da revista.
PRÓXIMA EXPOSIÇÃO DE PINTURA
Exposição no Auto Club Médico Português - Lisboa
Colectiva de pintura de 29 Novembro 2016 a 6 Janeiro 2017
COOLagens, em exposição em Olavo Gourmet de 23 de Agosto a 10 de Setembro de 2016
Exposição PRORROGADA até Novembro de 2016
ULTIMAS EXPOSIÇÕES DE ARTES PLÁSTICAS
2016 ======* Salão da Primavera do Auto Club Médico Português, em Lisboa - Exposição Colectiva de Artes Plásticas de 31 de Março a 22 de Abril === * Salão de Natal – Exposição Colectiva de Artes Plásticas do Auto Club Médico Português – Lisboa, de 10 de Dezembro a 8 de Janeiro de 2016 === 2015 ======* Exposição poemofotográfica de Neiva Sehn e João Videira Santos no Studio, em Luis Eduardo Magalhães, Bahia, Brasil, durannte o mês de Agosto === * Salão da Primavera - Exposição Colectiva de Artes Plástica do Auto Club Médico Português – Lisboa, de 7 a 29 de Maio. Todos os dias úteis, das 10.00 às 13.00 e das 14.00 às 18.00 horas, na Av.Elias Garcia,123 - 1º- Esqº, em Lisboa ===
Antologia do 2º Festival Lisboa de Poesia
Edição de Helvetia - Suiça, Setembro de 2017
Antologia Poética "Sentidos - sexto sentido"
Lua de Marfim - Portugal, Novembro 2016
Antologia Poética "Entre o o sonho e o sonho"
Chiado Editora - Portugal, Outubro de 2016
Obsessões - Colectânea Poética de Vários Autores
Lua de Marfim - Portugal, Fevereiro de 2016
"Cartas" - Colectânea Literária de Vários Autores
Lua de Marfim - Portugal, Maio, 2014
3ª Colectanea Poética do Guará - Brasilia - Brasil
Brasil, Dezembro 2012 - ESGOTADA
2ª Colectanea Poética do Guará
Brasil, Dezembro 2011 - A convite da GuarArte, sou o único autor Português a participar nesta Coletânea - ESGOTADA
IN confidências
Portugal, Novembro, 2011 - ESGOTADO
Edium Antologia Luso-Poemas
Portugal, Dezembro 2008 - ESGOTADA
Laberinto de Sentimientos
Espanha, Junho. 2006 - ESGOTADA
Esquinas do Tempo
Brasil, Março, 2005 - ESGOTADO
Telhados de Vidro
Brasil, Outubro, 2003 - ESGOTADO
meio tom
Portugal, Janeiro, 1973 - ESGOTADO
A EDITAR...
O nú das palavras
Edição em livro da exposição poemofotográfica "o nú das palavras", com fotos de Renata Biglia e poemas de minha autoria. Exposição exibida únicamente no Brasil, na Embaixada de Portugal, em Brasilia e no Memorial de Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. - A editar
Sussurros matinais
Sussurros poéticos ao despertar da manhã... A editar
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