sábado, 19 de junho de 2010

a sara do mago (Saramago)


esta lágrima, vertida sentidamente,
embarga a voz,
todas as lembranças…

no sentir,
nos caminhos de tantas andanças,
fica a memória,
a história,
tantas mudanças…

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a minha amiga Anália Maria, intelectual, grande admiradora da escrita de Saramago e residente no Rio de Janeiro, transcreveu no seu blog este poema-dedicatória.

http://registrosmaduros.blogspot.com/

os meus agradecimentos, Anália.

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

beijo...


beijo a intempérie de teus lábios,
a tempestade que os assola,
o tremor que vulcaniza teu corpo…

…e nesse beijo sôfrego
quente de emoção,
viajo,
alcanço o corpo,
a tua inquietação…


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domingo, 6 de junho de 2010

um poema - alerta à segurança dos pescadores...



fui solicitado a escrever o poema que segue para o Guia de Prevenção de Riscos Profissionais na Pesca, da responsabilidade da HATIVAR e da Autoridade para as Condições de Trabalho - ACT.

o referido guia, com uma edição de 15.000 exemplares, foi ontem apresentado a trabalhadores do sector, em Vila Real de Santo António e contou com a presença de alguns dos seus autores.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

beber-te...



beber-te na plenitude,

na sede da cobiça

e na luz dum relampago

acender-te o êxtase,

o delírio do fim…

segunda-feira, 24 de maio de 2010

pôdre é a monotonia...



pôdre é a monotonia

onde páro e medito...



aí, buscando o improviso,

a razão do ser,

escrevo e masturbo

o poema que edito.



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o trabalho que encima pertence à colecção
"riscos do improviso" de 2005

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

nas moedas da fome...


Karl...(o filósofo)


Marx... (os irmãos)

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nas moedas da fome…pago!

pago a sede do desespero,
a sobrevivência,
o grito…

se Karl soubesse o que peno,
o que pago,
os irmãos Marx pantomimavam…

nas moedas da fome,
no curto que é o dinheiro,
os cães matariam a fome
nos ossos que rôo...

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

à boca, às bocas...


...à boca foi dado o dizer,
a palavra
livre, dita...

...às bocas do dizer,
onde tarda a verdade,
cresce o lume da raiva
onde a raiva transfigura
a palavra por dizer...


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imagem da internet
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segunda-feira, 3 de maio de 2010

na treva...


na treva roxa do centauro,
voam pássaros misteriosos...

...rodopiam no cansaço,
procuram abrigo ...

voam alto, baixo...

...com eles vou
à distância do tempo,
à lonjura dos cantos,
ao rosto do enigma...

...quem me dera que,
voando na boca da palavra,
no fogo da pétala,
o poeta acordasse
a cidade do sorriso,
o sono da lembrança...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

José Maria Videira, meu avô


Assinalado o 25 de Abril de 1974, dia em que foi restituída a liberdade e a democracia ao Povo português, quero hoje e aqui recordar meu avô materno que, se fosse vivo, completaria, hoje, mais um aniversário.

Foi um avô especial. Um avô que teceu ideias, que foi um revolucionário e por isso mesmo, pagou cara a sua determinação na luta pelos seus ideais, sofrendo a prisão, a deportação e a tortura.

Na verdade se meu avô foi um revolucionário, um republicano convicto, um combatente pela liberdade e pela democracia, minha avó Otolinda, sua mulher, foi uma verdadeira mulher de armas, uma mãe abnegada que, na ausência do marido e com tremendas dificuldades teve de criar seus filhos, também eles,"deportados", por força da circunstância.

Na foto, meu avô preso em Angra do Heroísmo (antes daqui seguir para o Tarrafal)recebendo a visita dos filhos. Da esquerda para a direita, Emilia (minha mãe) e meus tios António e Helena.

Tenho grandes recordações e muitas saudades do meu avô.

Era um homem implacável, um estudioso, um homem de rija tempera para quem a educação e a instrução, a formação do homem eram objectivos prioritários.

Por isso mesmo, enquanto deportado em Santa Cruz da Graciosa (Açores), ensinou a ler e a escrever algumas dezenas de analfabetos que como reconhecimento o homenagearam, entregando-lhe o documento com várias páginas com as suas assinaturas e que segue abaixo.

Ainda hoje recordo com emoção o conhecimento que travei na Graciosa com um velhinho que tinha sido um dos seus alunos e se agarrou a mim a chorar e entre lágrimas me disse:"Deixe-me dizer-lhe obrigado!".

Falar do meu avô daria um post imenso.

Foi militar, ainda muito jovem, combateu em França na guerra de 1914-1918.

Foi lider e responsável pela Organização Revoluciuonária dos Sargentos.

Nunca se vangloriou dos seus feitos ou do que sofreu, por isso mesmo, injustamente foi esquecido "pelo" 25 de Abril e por todos aqueles a quem coube a atribuição das ordens honorificas.

Sei de alguns que as receberam, como se os feitos fossem seus quando, na verdade, foram de meu avô.

Sei disso e muito mais.

Sei dos rasgados elogios que dele me foram feitos por outros lutadores antifascistas como Emidio Santana, Correia Pires (anarco-sindicalistas), Josué Martins Romão (que esteve na revolta dos marinheiros e preso com meu avô no Tarrafal), Raul Rego (jornalista e politico) e Manuel João da Palma Carlos (advogado e seu defensor).

Ainda hoje recordo com saudade as conversas que sobre politica tinha com os netos, nunca os instigando a que perfilhassem esta ou aquela ideia, mas sim que defendessem os valores da liberdade, da democracia, da solidariedade e fraternidade.

Lembro que um dia ao assumir cargo como dirigente sindical me disse em tom muito sério:"Nunca te esqueças que és um trabalhador".

Meu avô Videira (como o tratava) nasceu na Bendada, freguesia do concelho de Sabugal, distrito da Guarda, em 26.04.1896.
Faleceu em Lisboa no dia 16.06.1976

Elogio funebre a meu avô feito por Correia Pires (de costas):Ao centro na foto, minha avó Otolinda.

Hoje, meu avô José Maria completaria mais um aniversário e um dia após a comemoração do dia da liberdade quero lembrar quem tanto lutou por ela e foi um cidadão exemplar.

A sua ficha da PIDE

A concluir, como "mera curiosidade", refiro que no tempo em que a actividade politica de meu avô ainda era lembrada e o apelido "dizia tudo", eu e meu irmão Adalberto, por sermos netos de quem éramos, fomos escorraçados das primeiras carteiras da escola que frequentávamos e recambiados para o final da aula.

Ontem como hoje, tenho enorme orgulho nos meus apelidos.
Videira pelo que acabo de relatar e por ter origem em gente humilde e trabalhadora da sua aldeia natal, a Bendada; Santos por ser do meu avô paterno, membro do Partido Republicano Português e um dos implantadores da República.

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Agradeço a:

* Julia Coutinho do blog "As causas de Júlia" o link que faz para a leitura deste post.
- http://ascausasdajulia.blogspot.com/

(Neste blog estão editadas inumeras referências a antifascistas que se votaram à causa causa da liberdade e da democracia. Recomendo a sua visita.)

* João Aristides Duarte, pelo post que editou sobre meu avô no blog "Capeia Arraiana"
- http://capeiaarraiana.wordpress.com/

* Sociedade Filarmónica Bendadense por ter editado a referência que é feita a meu avô no blog "Capeia Arraiana"
- http://sociedadefilarmonicabendadense.blogspot.com/

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

25 de Abril de 1974, o dia libertador

A minha homenagem aos militares do 25 de Abril e a todos os que durante 48 anos não calaram a sua voz, que sofreram a prisão e o degredo, para todos os que lutaram pela democracia e ainda para todos que deram a vida pelos seus ideais e não viveram a aurora do dia libertador.

Foi há 36 anos que o Movimento das Forças Armadas devolveu aos Portugueses a liberdade e a democracia, depois de 48 anos de ditadura fascista de Salazar e Caetano.
(eu sei que a muitos "puritanos" da direita o termo fascista não tem cabimento,mas...recordo-lhes as saudações hitlerianas que os ditos governantes faziam e há ampla documentação fotográfica)


Nas ruas foi sempre visivel a unidade entre os militares e o povo

Os cravos floriram nas espingardas e nos canhões dos blindados.
...E assim a revolução ficou conhecida pela Revolução dos Cravos

A imprensa publicou durante o dia diversas edições dando a conhecer o que se passava

terça-feira, 13 de abril de 2010

Luiz Pacheco...



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escrevi o poema que segue após a morte de Luíz Pacheco.
com ele e o post que faço, pretendo lembrar o homem, o escritor.
(...que, quando quiz, foi...MUITO BOM! )

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dois tempos na (des)monotorização do tempo...
empurra-se o tempo no sufoco...
resiste-se.

este é o tempo na esmola dos anos,
no estrangular da vida,
na constância da hipocrisia.

este é o tempo em que os luíses afrontam
e os pachecos resistem
no conjunto do nome, no todo do apelido.

no tempo ressuscitado,
coma-se a telepatia
de quem pensa e não diz
que o incómodo fornica
a virtude donzela,
os segredos da tia...


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NOTA:

Contrariando a minha frontalidade, peço perdão à memória do visado, mas... para manter os "costumes" linguisticos desta página, substituí no poema as frases "evidentes" por "coma-se" e por "os segredos"...
Uma pena...

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Luiz Pacheco (1925-2008)
Escritor, crítico e editor português (Lisboa, 7.5.1925 - Montijo, 5.1.2008). A sua diversa actividade enreda-se nas atribulações de uma vida marcada pela irregularidade dos amores, pelo escândalo das relações, os processos judiciais, a prisão, os filhos, o álcool, a fome, a doença.

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Algumas obras de LuiZ Pacheco:
Carta-Sincera a José Gomes Ferreira (1958), O Teodolito (1962), Crítica de Circunstância (1966), Textos Locais (1968), Exercícios de Estilo(1971, reed. aumentada, 1998), Pacheco vs. Cesariny (1973), Textos de Circunstância (1977), Textos Malditos (1977), Textos de Guerrilha - I (1979), O Caso das Criancinhas Desaparecidas (1981), Textos de Guerrilha - II (1981), Textos do Barro (1984), Textos Sadinos (1991), O Uivo do Coiote (1992), Memorando, Mirabolando (1995), Cartas na Mesa (1996, apresentação e notas de Serafim Ferreira), Prazo de Validade (1998), Isto de estar vivo (2000), Uma Admirável Droga (2001), Mano Forte (2002), Raio de Luar (2003), Figuras, Figurantes e Figurões (2004), Diário Remendado 1971-1975 (2005), Cartas ao Léu (2005).

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domingo, 4 de abril de 2010

...e a mentira camuflada engole a traição.


…e a mentira camuflada engole a traição
na tristeza muda da verdade…

nas palavras necessárias de quem ilude,
nenhuma mentira é igual
às cinzas da verdade…

nenhum reverso faz o verso
da transparência…

…e assim, a mentira, degola-se na verdade
como arte fantasiada…


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para quem de anil veste a face que tinge a mentira...
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domingo, 21 de março de 2010

primavera...


primavera...

...e o hálito do vento
já não é o que era...

no astro da respiração,
o azul intenso,
o despertar,
a cor do dia imenso...

primavera...

...nos dedos periféricos do futuro,
a flor que há-de ser fruto
e o outono colherá,
rico, sumarento, maduro...


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ao dia mundial da poesia, à primavera que agora rompe as amarras do inverno - eventos da vida que se renovam no amanhã.

para ambos, este poema, um poema que deve ser pensado no seu amplo sentido.

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contra o habitual, uma dedicatória especial às amigas
Licete Sequeira e Glória Reino
por darem voz e apoio aos sentimentos que escrevo

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segunda-feira, 15 de março de 2010

a um palmo de ti...



a um palmo de ti,
nos palmos que meço,
és tudo que peço
em palmos medida…

em palmos medida,
em louco frenesim,
és de mim guarida
a um palmo do fim…

quinta-feira, 11 de março de 2010

Em Carcavelos a favor do Haiti

Desde o passado dia 6 e até ao próximo domingo dia 14 de Março, decorre no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Carcavelos, em Carcavelos, exposição de pintura de 42 artistas plásticos que doaram as suas obras a favor da AMI - Assistência Médica Internacional, pela ajuda que vem prestando no Haiti, país recentemente devastado por terramoto.
A exposição, que tem registado assinalável êxito, tem, igualmente, proporcionado vendas que revertem totalmente a favor daquela ONG portuguesa.


Frente e verso do cartaz da exposição


O Salão Nobre da Junta de Freguesia foi pequeno para tanta gente...


Gente, muita gente, atenta, observadora e compradora dos trabalhos expostos


Este o trabalho que doei e apresentei emoldurado (40 x 50 cm)
Dei-lhe o título de "haiti - da destruição à reconstrução do homem"
Trata-se de um acrilico sobre papel cansom com as medidas de 29 x 39 cm


olhares atentos e curiosos sobre o meu trabalho.....


O Dr.Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI junto de mim e do poster com o poema que escrevi sobre o Haiti


Este o poster com o poema que antecedia a exposição e já editado no blog.

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A exposição estará patente ao público até domingo, dia 14 de Março, das 10.30 às 19.30 horas, nos dias úteis e aos fins de semana das 16.00 às 19.30 horas.

PARTICIPE - AJUDE - O HAITI PODIA SER AQUI...

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sexta-feira, 5 de março de 2010

mulher



a propósito do dia internacional da mulher que se celebra a 8 de Março e lembrando Engels quando afirma que... “o homem é o burguês e a mulher o proletário…”, escrevi o poema que segue e foi editado na revista "o escriturário" do Porto, em Março de 1978


mulher de rosto dorido…

tu que és a primeira que se levanta
e a ultima que adormece;

tu que és a bandeira da vontade
e a mágoa que permanece;

tu que és o segredo da semente, fruto, raiz
e da liberdade que se alcança;

perdoa as dores da ingratidão
- de que és vítima –
em cada lugar, mundo, país


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com dedicatória às mulheres da minha familia que lutaram e venceram as contrariedades da vida, a todas aquelas que souberam elevar a voz,
romper conceitos e conquistar a legitimidade dos seus direitos,
da sua liberdade.

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a canção "woman" de John Lennon, que tocou em fundo, aquando da edição deste post, é uma das preferidas de minha Mãe - por isso, com dedicatória, "ilustrou-o" musicalmente.

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o trabalho que encima este post é de minha autoria.
trata-se dum desenho a carvão de 1968 com as dimensões
de 26 x 35 cm

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domingo, 21 de fevereiro de 2010

a curva...



redondo é o desejo
curva a curva...

na curva do olhar,
do olhar que te mede,
medido é o desejo,
a dádiva que te pede...


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imagem da internet

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

na fome...


do pão da fome,
do corpo faminto,
serei quem de mim tome
na fome que por ti sinto…


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imagem da internet

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

rompo os horizontes...


rompo os horizontes no sublime da procura.

na raiva dos gestos congemino o vôo nos caminhos da imaginação.

sei o que sou, o que quero e para onde quero ir.

na ampla visão das minhas conjecturas, procuro com a cor,
a fusão dos tons, o inimaginável do concreto.

na pintura alcanço a liberdade a que me proponho e que sobrevive às agonias da criatividade.

sou no gesto que rompo, no final que alcanço, quem, dando forma à sua arte, procura ir mais além.



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texto que escrevi para Delfina Mendonça
para obra literária editada em Espanha sobre diversos pintores

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a foto deste post refere-se a pintura que me foi
oferecida pela artista.
trata-se de pintura a óleo sobre tela, sem título,
com as dimensões de 55 x 65 cm