segunda-feira, 4 de abril de 2011

mãe liberdade


quebrei as amarras
que me prendiam ao ventre
materno
e suspirei...

suspirei,
respirei
e chorei...

...pois não há liberdade
que não se suspire,
respire
e chore!

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foto de autor desconhecido

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segunda-feira, 28 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

dia mundial da poesia


Hoje é dia Mundial da Poesia.

Hoje, quero olhar atrás no tempo e recordar um poema que escrevi bem menino e que continua a ser a imagem do homem que olha ao seu redor e por força do que vê e sente, inspira-se e escreve.

Um poema que já aqui editei e que, hoje, quero recordar.

Um poema que tem sido amplamente divulgado e que continua a merecer os favores e a gentileza de quem o divulga e edita.

Hoje é dia Mundial da Poesia e hoje, precisamente, tenho presente tantos e tão bons poetas que li, conheci e outros com quem tive o previlégio de conviver.

Poderia transcrever aqui alguns dos poemas desses talentosos homens e mulheres, mas porque o tempo passa, o homem envelhece e o caminho do futuro se torna mais estreito, quero relembrar o poema que em menino escrevi e a que dei o título de "sou louco"

Sou louco.

Dizem para aí.

Eu sei.

Não corro,
não fujo,
não procuro
socorro.

Sou louco.

Dizem.

Chicoteiam as faces da alma
vazia de penumbra.

Sou louco.

Dizem.

Não emendo
na procura duma consolação,
não vivo
procurando a evasão
de esquecer
o que dizem.

Sou louco.

Dizem.

...Porque quero ter sombras na parede.

Sou tudo.

Uma besta – tudo neles,
que passam, riem, comentam e dizem:
- É louco!

Caminho mais só, sem dó deles.

...Mas louco sem loucura não é louco.

... E sinto desejo profundo, digo mesmo:
Louco é o Mundo que caminha a esmo!

domingo, 13 de março de 2011

todos os olhares...


todos os olhares
- dentro do teu -
são a fantasia
que curva a distância,
o infinito que perpetua
o sol
que neles amanhece...

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foto de autor desconhecido

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

canção morta


três tiros de raiva
acordam a canção
ferindo a melodia,
a nota do verso.

três balas de sangue
em bi menor
estremecem o compasso
em ré maior,

três gritos de ódio
na clave de sol,
um suspiro moribundo,
mata a canção. .

três tiros de raiva,
três balas de sangue,
três gritos de ódio,
uma canção de protesto.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

no corpo que em tua boca respiro...


...no corpo que em tua boca respiro,
o silêncio do crepúsculo,
o sorriso descerrado
o dia amanhecido...

(...e a solidão se faz branca
no insubmisso,
no corpo exilado...)


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foto de autor desconhecido

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

fóra de mim


...e eu que habito fóra de mim,
- no momento desolado -
transfiguro o homem,
a vida do poema.

...e assim transfigurado
- no corpo do poema -
sou sentido da palavra,
a voz do dilema.

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imagem na internet
autor desconhecido

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

...e o desejo


...e o desejo que te corrói nos sons silibados da nudez
cumpre-se no solitário arfar,
no momento único
em que a voz do corpo
trespassa o cósmico,
o universo do silêncio...


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imagem de internet
autor desconhecido

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

línguas alucinadas


…e as línguas alucianadas
de crepúsculos tardios
e sussurros espasmicos,
lambem as heresias,
os dias deitados,
o espaço mutável da poesia…

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imagem da internet

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

quero dizer-te...


quero nas tuas entranhas rasgar o poema,
escrever a raiva
e dizer-te no sublime da palavra:
- estou aqui
e aqui serei quem sou
sem ser o pretérito,
o que nunca fui!

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fernando Conde, Victor Queiroz e eu...trinta anos depois, let's rock

Trinta anos depois da ultima vez que nos vimos, mais de quarenta depois de centenas de espectáculos, o reencontro de três amigos que deram muito de si ao espectáculo e ao aparecimento do rock feito por portugueses nos anos sessenta. Foi há muitos anos que para Fernando Conde, compus canções, escrevi poemas e versões para hit's da altura. Foram uma boa duzia de originais e versões. De todas ressalvo a que nos deu maior prazer, êxito e conquistou muitas das avòzinhas de hoje. Refiro-me a "Só,sem ti" que referi posts atrás. Depois temos o Victor Queiroz, um extraordinário guitarrista, que integrou, entre outros grupos, os famosissimos "Electrónicos" e "Os Siderais" que acompanharam Fernando Conde e os "Steamers". Fomos jovens, divertimo-nos e fizemos diversão. Proporcionámos momentos alegres a milhares de jovens que hoje, com a nossa idade, venceram barreiras e deram a conhecer o melhor de si na exteriorização da sua alegria, da sua criatividade. Não somos heróis, mas estamos conscientes do que fomos, do que fizemos e do que continuamos a ser: Amantes da musica e, sobretudo, rock and rollers Da esquerda para a direita, Victor Queiroz (o celebérrimo Carocha), eu e Fernando Conde (como sempre atendendo as fans...avòzinhas) Na foto, da esquerda para a direita, eu, Conceição Carvalho, Fernando Conde e Victor Carocha. ...E se pensam que não temos planos para o futuro, enganam-se, Somos "roqueiros", mantemos acesa a esperança do futuro, a agilidade e continuamos a saber o que queremos, portanto... Foi há muito tempo mas estas três feras, continuam, fervorosamente, apaixonados pelo rock.

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O video que segue é um mimo do Victor Queiroz.
Como sempre artista, como sempre "engenhoso"
Obrigado, Victor.

Para ver e ouvir o video, desligue o fundo musical do blog.
(situado à direita, no fim do blog)

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As fotos editadas são da nossa amiga CONCEIÇÃO CARVALHO a qual realizou o making off e teve a paciência generosa nos acompanhar neste dia i-nes-que-ci-vel!
Obrigado, CONCEIÇÃO!!!

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domingo, 9 de janeiro de 2011

meu amor



meu amor
de todos os seus diferente
pousa nos teus
sublime,
candido,
ardente...

meu amor
sem penas,
sem miseros pungires
é o que é...

...e assim, por ti,
sincero,
sem mágoas,
é meu amor
tão só
e apenas...


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para minha mãe

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

rompendo a manhã...



...e rompendo a manhã num gesto circular
o sol da tua voz
é dia que ilumina
o que em nós arrefece
e a noite congemina...


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foto recolhida na internet
de autor desconhecido

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

um unissono de palavras...


um unissono de palavras em mim semeado...

a enfranquecida silaba,
o pavor dilacerado,
um sussurro de espasmos,
o riso adiado...

um unissono de palavras em mim semeado...

no descuidado olhar,
no silêncio da agonia,
sou como mar de raiva,
a noite fugidia...


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Ao terminar mais um ano quero, reconhecidamente, agradecer
a todos que seguem o blog, bem como a todos que nos dão
eco da sua leitura, através dos comentários que fazem.
A todos muito obrigado e votos de Feliz Ano Novo.

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

natal ?


…e se na raiva dos dias
os meses cansam
e os anos matam,
pensa que um dia,
mesmo que aqui não estejas,
o homem será homem
na liberdade,
na fraternidade,
na plenitude do ser!

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aos Videira e aos Antunes dos Santos,
meus avós e antecessores que foram peregrinos
de bem fazer nas mãos que estenderam à vida
e ao seu semelhante.

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foto da internet

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

tenho saudades ( nikki )


tenho saudades dos silêncios
em que me ouvias na voz da tua razão;

dos dias longos e profundos
em que estendias olhares
e beijavas a presença
com a luz dos afectos.

tenho saudades das corridas loucas
na provocação das brincadeiras,
dos aconchegos em mim,
do calor da tua presença,
da tua fidelidade.

tenho saudades de ti
agora que o fim
é o principio,
a conclusão do fio da vida.


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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

vejo-te...


vejo-te no deambular do olhar onde a busca trespassa limites, esconsos da imaginação;

vejo-te no perpendicular do pensamento onde penduro a retrospectiva da vida e sangram tristezas;

vejo-te na dor que consome a alma e extasia a indiferença do sofrimento...

...do sofrimento em que me turvo e onde as palavras não remedeiam a existência e a neblina ofusca o dia e inquieta o rosto livido do desespero...

vejo-te, aqui e agora!


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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

guardo...


guardo nos segredos maresias,
mares infinitos,
manhãs longínquas,
despertares do amanhecer,
colos de noites infindas...

guardo o imaginário,
o vôo do sol,
a lua do desejo,
a surpresa mágica,
o toque desconhecido,
o beijo intocável...

guardo o que não digo,
o que amealho,
o que não consigo,
a cruel desdita,
a frase perfeita,
a existência...

guardo a nostalgia,
o sonho,
a ilusão,
o caminho,
o que resta,
o que fica,
o que sobra,
o que sou...


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imagem da internet

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

foi há muito tempo...


foi há muito tempo….

quando o tempo escorria entre sorrisos
a as promessas verdejavam na esperança do futuro;

quando o homem cerrava punhos
e na raiva pelo direito
comia as côdeas do capital…

foi há muito tempo…

...se soubesse o que sei hoje
fuzilava a paciência,
matava a tolerância…


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010


desperta o sol lentamente
sorrindo no horizonte...

na aurora do dia
abrem-se janelas,
pálpebras frouxas,
preguiças do despertar...

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imagem da internet

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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

deixa-me dizer...


deixa-me abanar a opacidade do esquecimento,
dizer que nunca estiveste onde estive;

que a clausura não encarcera o pensamento;
que a liberdade não envenena a determinação.

deixa-me dizer que palavras não bastam
quando atitudes são necessárias


in "Esquinas do tempo"
Thesaurus / Brasilia, 2005


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imagem da internet

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

abriu-se a voz...


abriu-se a voz no eco do pensamento
como um gemido,
como um grito inventado
na ausência do silêncio…

…se a voz rompesse ausências
o nome do teu segredo,
eu não seria fogo,
a cinza da tua existência…


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imagem da internet

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

serei na tua cama...


serei na tua cama
o lençol,
a cobertura,
a trama,
o sol,
a tua ternura.

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imagem da internet

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

s. c. c.


somos uma sociedade
de consumo
consumida
- pelo exagero das coisas usuais.

somos uma sociedade
anónima
de responsabilidade
limitada
- sem dividendos
anuais.


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do meu livro "meio tom" / Lisboa,1973

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imagem da internet

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quando o poeta é...


quando o poeta é maiúsculo
e a pele tem a sensibilidade do toque,

não há questiúncula,
não há remoque

que lhe ampute a ideia,
a determinação do ser…

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imagem da internet

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

desenrolas o gesto...


desenrolas o gesto no abraço do corpo
dando luz à penumbra dos sentidos…

…como se o dia amanhecesse no ocaso
e a noite engolisse os sonhos do despertar…

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imagem da internet

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010



Foi há cem anos...

O movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910 deu-se naturalmente na sequência da acção doutrinária e política que, desde a criação do Partido Republicano, em 1876, vinha sendo desenvolvida.

Aumentando contraposição entre a República e a Monarquia, a propaganda republicana soube tirar partido de alguns factos históricos de repercussão popular: as comemorações do centenário da morte de Camões, em 1880, e o Ultimatum inglês, em 1890, foram aproveitados pelos defensores das doutrinas republicanas que se identificaram com os sentimentos nacionais e as aspirações populares.

Elias Garcia, Manuel Arriaga, Magalhães Lima, tal com o operário Agostinho da Silva, foram personagens importantes dos comícios de propaganda republicana, em 1880.

Assim começou o fervilhar de emoções que culminaram com a implantação da República em 5 de Outubro de 1910, precisamente há cem anos.

Meu avô paterno João Antunes dos Santos foi um dos activistas do movimento republicano e um dos seus revolucionários.

Aqui o lembro e nele homenageio toda essa gesta de homens bravos e destemidos que puseram fim à monarquia.

...Para que deixássemos de ser subditos e passássemos a ser cidadãos!


Cartão de militante do Partido Republicano de meu avô.


Rosetas que pertenceram a meu avô e que, antes da República, eram usadas no interior dos chapéus para os republicanos se identificarem.

Algumas fotos das diversas peças originais que possuo sobre a Republica e que herdei de meu avô...


Peça de artilharia desativada, recolhida na Rotunda, hoje Praça Marquês de Pombal


Cinzeiro de cerâmica de 1910


Busto da República - Barcelos 1911



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Meu avô paterno esteve ligado à constituição / fundação de diversas instituições, entre as quais destaco:
Jardim Zoológico de Lisboa, Inválidos do Comércio, Associação de Socorros Mutuos dos Empregados do Comércio de Lisboa e Junção do Bem.

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Na familia a Republica tem outros rostos na luta à causa,
meu avô materno José Maria Videira e seu irmão Joaquim Videira, meu tio - avô.

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5 de Outubro de 2010
Alguns aspectos das cerimónias comemorativas da Republica na Camara Municipal de Lisboa (onde a Republica foi proclamada a há cem anos)





terça-feira, 28 de setembro de 2010

marylin (monroe)


Marylin é a eterna musa, a lembrança acesa de quem viveu a época da sua existência.

Nascida Norma Jean, o cinema fez dela a vedeta que todos admiravam e os homens desejavam.

Um dia destes, casualmente, vi-me perante a sua foto.

Precisamente, esta.

Olhei-a e num repente impulso inspirativo escrevi sobre ela o que o esconso da lembrança ditou.

Aqui fica.

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Marylin...
Suicidou-se no dia 5 de Agosto de 1962, na sua casa de Brentwood,em Los Angeles.
...E a questão é, como podia sentir-se só a mulher mais adorada do mundo ?

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

amo no silêncio das palavras


amo no silêncio das palavras,
a quietude dos olhares perdidos,
os gestos paralisados na força inquieta.

amo…

…como se do momento para depois,
tudo não passasse da efeméride,
dum tempo que trago lembrado
e perdi no ruído dos murmúrios…

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frase/imagem da internet

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

nos muros dos olhares cinzelados


nos muros dos olhares cinzelados
onde cantam limites do vento,
há olhos que interiorizam
o regresso de encontros…

a tenra lembrança do tempo
onde o passado fére a pedra,
é um abismo de lembranças
entre dedos do vazio…

…e assim, no cremar das luzes,
dos punhos até à língua,
há um espaço vazio
na sombra da míngua…


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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

por entre a vidraça...



por entre a vidraça transparente

da paisagem,

de olhos nos olhos do infinito,

voa a distancia do alcance

no eco perdido do grito.

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foto do autor

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

este rio...


este rio que o sol rasga

na brisa dos dias breves,

é um navegar de mãos dadas

no eco dos murmúrios…


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imagem da internet

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

ser VIDEIRA com raízes na Bendada (Sabugal)

videira
cepa torta nascida
de néctares aromáticos
graduados no sol...

videira fruto - tempera,
gente dum só escol.

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poemeto que dedico à familia do meu apelido

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estes são uma pequena parte dos descendentes dos Videira que no passado fim de semana se reuniram na Bendada (Sabugal), aldeia onde têm origem as suas raízes.

Somos fruto da mesma àrvore ainda que de ramos diferentes.

Somos descendentes dos que se dedicaram à pastoricia, ao trabalho no campo e que vincaram na face a rudeza da vida.

Dois deles, já falecidos, como meu avô José Maria Videira e meu tio-avô Joaquim Videira, republicanos convictos que lutaram pela democracia contra a ditadura Salazarista, sofrendo, por isso, a prisão, a tortura e a deportação.

Brevemente por aprovação da Assembleia Municipal do Sabugal e da Assembleia de Freguesia da Bendada eles terão os seus nomes consagrados na toponimia local.

Somos Videira.

Do campo à faculdade, temos orgulho no passado, vencemos o futuro.

Somos gente de trabalho, de convicções, de tempera rija.

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Quero aqui fazer referência e registar o meu agradecimento aos deputados da Assembleia Municipal do Sabugal, João Manuel Aristides Duarte e João Carlos Taborda Manata, pelo voto de louvor a meu avô que aí apresentaram, bem como à Assembleia de Freguesia da Bendada, pela pela atribuição dos nomes dos meus familiares a uma rua da aldeia.

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