domingo, 1 de maio de 2011

há dias em que...


há dias em que a ultima gota
da paciência
seca na expectativa
do alcançável;

que os dias findos
são a floresta incandescente
da lembrança;

que tudo passa na avidez,
que as palavras cortiçam;
que o homem na sua pequenez,
teima em ser enorme...

há dias e dias
todos amealham o tempo,
a luz retida da vida...


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imagem da internet
autor desconhecido

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

abril, maio...


Não são fáceis os tempos que correm.

O desemprego, a falta de trabalho, o desiquilibrio e a ruptura do sistema economico são mais do que razões para nos preocuparmos não só com o nosso futuro, mas, também, com o dos jovens.

Trinta e sete anos depois, comemorar o 25 de Abril e os valores que determinaram a revolução, continua a ser necessário para que a chama da esperança se mantenha acesa com querer e determinação.

Trinta e sete anos depois, da devolução da liberdade e da democracia ao povo, pesem as vicissitudes dum caminho de tantos escolhos, onde os recuos são constantes, temos de continuar a acreditar que a livre expressão do homem e a sua luta por uma sociedade mais fraterna e mais solidária, continuam a ser fim do seu objectivo.

Objectivo a concretizar por todos aqueles que dão o melhor de si em prol da sociedade e, consequentemente, pelo futuro do país que somos e a que temos orgulho de pertencer.

Trinta e sete anos depois, o 25 de Abril e os valores que ele encerra, continuam a ser um caminho a cumprir.

A liberdade conquistada foi meta que o povo ansiou e pela qual lutou duramente.

Uma luta de décadas que levou à prisão, ao desterro e à morte muitos patriotas.

Muitos deles ainda hoje nos esconsos do anonimato e teimosamente ignorados.

Se o 25 de Abril, teve como objectivo prioritário restaurar a liberdade e a democracia, outros fins estão, ainda, por alcançar.

É preciso que o Estado continuí a previligiar a educação, a saúde, o emprego, a cultura e o apoio aos desfavorecidos.

Perante o elevado numero de desempregados é urgente, uma politica de emprego que consolide a estabilidade de todos aqueles que procuram garantir a sua subsistência, o seu bem estar, a sua esperança no futuro.

Por outro lado, é preciso garantir que os nossos reformados e os nossos idosos tenham a segurança que lhes falta em termos de apoio à velhice, à doença e à melhoria das suas reformas.

Que o fim da sua vida tenha a dignidade e o respeito que merecem depois duma vida de trabalho e de privações.

Que sejam encontradas soluções para emprego dos nossos jovens a fim de que os melhores anos da sua vida não sejam passados na busca incessante de trabalho, na precaridade do trabalho quando o têm e na angustia permanente do que será o seu futuro.

Este ano, o 25 Abril ocorre com o nosso país em extremissimas dificuldades económicas e a solicitar a ajuda internacional.

Não é a primeira vez que isso acontece e sabemos bem o quanto essa ajuda vai determinar em termos de austeridade, do crescente numero de dificuldades a que vamos ficar sujeitos. Seguramente o desemprego aumentará, a idade da reforma será alterada, beneficios serão retirados aos trabalhadores, enfim um sem numero de alterações que irão prejudicar aqueles que no e pelo trabalho criam riqueza.

Uma situação que nos obriga a cerrar fileiras e a lutar para que o país saia da situação e da estagnação em que se encontra, por forma a que o amanhã dê mais certezas e menos incertezas aos portugueses e ao futuro de Portugal.

Somos um país de séculos, um pais onde a história nos conta tantos feitos e tantos sacrificios. Todos somos dignos desse passado e há que lutar por ele!

Temos que unir esforços e garantir que o nosso país é conforto para todos nós.

Com o 25 de Abril, surge o 1º de Maio.

Se uma data consagra a liberdade e a democracia, a outra consagra o Dia Mundial do Trabalhador.

Este ano, perante a situação económica do país, o desemprego e a precaridade de quem tem trabalho, é certo que as vozes se erguerão no clamor do protesto por melhores condições de vida, pelo emprego e contra as injustiças que grassam no mundo do trabalho e, em geral, na nossa sociedade.

É preciso que a comemoração destas datas seja feita na esperança e na determinação por melhores dias, pelo trabalho e emprego, por justiça no apoio social aos desempregados, aos reformados e pensionistas e aos mais necessitados.

Por Portugal e pela sua independência económica.

Viva! o 25 de Abril!
Viva! a Liberdade!
Viva! o 1º de Maio!
Vivam! os Trabalhadores!
Viva! Portugal!


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domingo, 10 de abril de 2011

...e esse sorriso


...e esse sorriso que se abre em leques de fantasia
tem o esplendor da alegria,
a essência primaveril
que guardas no olhar...

é esse olhar que ilumina a memória
e enche o vazio
dos gestos pensados...


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foto de autor desconhecido

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

mãe liberdade


quebrei as amarras
que me prendiam ao ventre
materno
e suspirei...

suspirei,
respirei
e chorei...

...pois não há liberdade
que não se suspire,
respire
e chore!

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foto de autor desconhecido

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segunda-feira, 28 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

dia mundial da poesia


Hoje é dia Mundial da Poesia.

Hoje, quero olhar atrás no tempo e recordar um poema que escrevi bem menino e que continua a ser a imagem do homem que olha ao seu redor e por força do que vê e sente, inspira-se e escreve.

Um poema que já aqui editei e que, hoje, quero recordar.

Um poema que tem sido amplamente divulgado e que continua a merecer os favores e a gentileza de quem o divulga e edita.

Hoje é dia Mundial da Poesia e hoje, precisamente, tenho presente tantos e tão bons poetas que li, conheci e outros com quem tive o previlégio de conviver.

Poderia transcrever aqui alguns dos poemas desses talentosos homens e mulheres, mas porque o tempo passa, o homem envelhece e o caminho do futuro se torna mais estreito, quero relembrar o poema que em menino escrevi e a que dei o título de "sou louco"

Sou louco.

Dizem para aí.

Eu sei.

Não corro,
não fujo,
não procuro
socorro.

Sou louco.

Dizem.

Chicoteiam as faces da alma
vazia de penumbra.

Sou louco.

Dizem.

Não emendo
na procura duma consolação,
não vivo
procurando a evasão
de esquecer
o que dizem.

Sou louco.

Dizem.

...Porque quero ter sombras na parede.

Sou tudo.

Uma besta – tudo neles,
que passam, riem, comentam e dizem:
- É louco!

Caminho mais só, sem dó deles.

...Mas louco sem loucura não é louco.

... E sinto desejo profundo, digo mesmo:
Louco é o Mundo que caminha a esmo!

domingo, 13 de março de 2011

todos os olhares...


todos os olhares
- dentro do teu -
são a fantasia
que curva a distância,
o infinito que perpetua
o sol
que neles amanhece...

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foto de autor desconhecido

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

canção morta


três tiros de raiva
acordam a canção
ferindo a melodia,
a nota do verso.

três balas de sangue
em bi menor
estremecem o compasso
em ré maior,

três gritos de ódio
na clave de sol,
um suspiro moribundo,
mata a canção. .

três tiros de raiva,
três balas de sangue,
três gritos de ódio,
uma canção de protesto.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

no corpo que em tua boca respiro...


...no corpo que em tua boca respiro,
o silêncio do crepúsculo,
o sorriso descerrado
o dia amanhecido...

(...e a solidão se faz branca
no insubmisso,
no corpo exilado...)


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foto de autor desconhecido

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

fóra de mim


...e eu que habito fóra de mim,
- no momento desolado -
transfiguro o homem,
a vida do poema.

...e assim transfigurado
- no corpo do poema -
sou sentido da palavra,
a voz do dilema.

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imagem na internet
autor desconhecido

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

...e o desejo


...e o desejo que te corrói nos sons silibados da nudez
cumpre-se no solitário arfar,
no momento único
em que a voz do corpo
trespassa o cósmico,
o universo do silêncio...


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imagem de internet
autor desconhecido

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

línguas alucinadas


…e as línguas alucianadas
de crepúsculos tardios
e sussurros espasmicos,
lambem as heresias,
os dias deitados,
o espaço mutável da poesia…

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imagem da internet

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

quero dizer-te...


quero nas tuas entranhas rasgar o poema,
escrever a raiva
e dizer-te no sublime da palavra:
- estou aqui
e aqui serei quem sou
sem ser o pretérito,
o que nunca fui!

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fernando Conde, Victor Queiroz e eu...trinta anos depois, let's rock

Trinta anos depois da ultima vez que nos vimos, mais de quarenta depois de centenas de espectáculos, o reencontro de três amigos que deram muito de si ao espectáculo e ao aparecimento do rock feito por portugueses nos anos sessenta. Foi há muitos anos que para Fernando Conde, compus canções, escrevi poemas e versões para hit's da altura. Foram uma boa duzia de originais e versões. De todas ressalvo a que nos deu maior prazer, êxito e conquistou muitas das avòzinhas de hoje. Refiro-me a "Só,sem ti" que referi posts atrás. Depois temos o Victor Queiroz, um extraordinário guitarrista, que integrou, entre outros grupos, os famosissimos "Electrónicos" e "Os Siderais" que acompanharam Fernando Conde e os "Steamers". Fomos jovens, divertimo-nos e fizemos diversão. Proporcionámos momentos alegres a milhares de jovens que hoje, com a nossa idade, venceram barreiras e deram a conhecer o melhor de si na exteriorização da sua alegria, da sua criatividade. Não somos heróis, mas estamos conscientes do que fomos, do que fizemos e do que continuamos a ser: Amantes da musica e, sobretudo, rock and rollers Da esquerda para a direita, Victor Queiroz (o celebérrimo Carocha), eu e Fernando Conde (como sempre atendendo as fans...avòzinhas) Na foto, da esquerda para a direita, eu, Conceição Carvalho, Fernando Conde e Victor Carocha. ...E se pensam que não temos planos para o futuro, enganam-se, Somos "roqueiros", mantemos acesa a esperança do futuro, a agilidade e continuamos a saber o que queremos, portanto... Foi há muito tempo mas estas três feras, continuam, fervorosamente, apaixonados pelo rock.

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O video que segue é um mimo do Victor Queiroz.
Como sempre artista, como sempre "engenhoso"
Obrigado, Victor.

Para ver e ouvir o video, desligue o fundo musical do blog.
(situado à direita, no fim do blog)

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As fotos editadas são da nossa amiga CONCEIÇÃO CARVALHO a qual realizou o making off e teve a paciência generosa nos acompanhar neste dia i-nes-que-ci-vel!
Obrigado, CONCEIÇÃO!!!

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domingo, 9 de janeiro de 2011

meu amor



meu amor
de todos os seus diferente
pousa nos teus
sublime,
candido,
ardente...

meu amor
sem penas,
sem miseros pungires
é o que é...

...e assim, por ti,
sincero,
sem mágoas,
é meu amor
tão só
e apenas...


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para minha mãe

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

rompendo a manhã...



...e rompendo a manhã num gesto circular
o sol da tua voz
é dia que ilumina
o que em nós arrefece
e a noite congemina...


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foto recolhida na internet
de autor desconhecido

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

um unissono de palavras...


um unissono de palavras em mim semeado...

a enfranquecida silaba,
o pavor dilacerado,
um sussurro de espasmos,
o riso adiado...

um unissono de palavras em mim semeado...

no descuidado olhar,
no silêncio da agonia,
sou como mar de raiva,
a noite fugidia...


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Ao terminar mais um ano quero, reconhecidamente, agradecer
a todos que seguem o blog, bem como a todos que nos dão
eco da sua leitura, através dos comentários que fazem.
A todos muito obrigado e votos de Feliz Ano Novo.

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

natal ?


…e se na raiva dos dias
os meses cansam
e os anos matam,
pensa que um dia,
mesmo que aqui não estejas,
o homem será homem
na liberdade,
na fraternidade,
na plenitude do ser!

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aos Videira e aos Antunes dos Santos,
meus avós e antecessores que foram peregrinos
de bem fazer nas mãos que estenderam à vida
e ao seu semelhante.

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foto da internet

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

tenho saudades ( nikki )


tenho saudades dos silêncios
em que me ouvias na voz da tua razão;

dos dias longos e profundos
em que estendias olhares
e beijavas a presença
com a luz dos afectos.

tenho saudades das corridas loucas
na provocação das brincadeiras,
dos aconchegos em mim,
do calor da tua presença,
da tua fidelidade.

tenho saudades de ti
agora que o fim
é o principio,
a conclusão do fio da vida.


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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

vejo-te...


vejo-te no deambular do olhar onde a busca trespassa limites, esconsos da imaginação;

vejo-te no perpendicular do pensamento onde penduro a retrospectiva da vida e sangram tristezas;

vejo-te na dor que consome a alma e extasia a indiferença do sofrimento...

...do sofrimento em que me turvo e onde as palavras não remedeiam a existência e a neblina ofusca o dia e inquieta o rosto livido do desespero...

vejo-te, aqui e agora!


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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

guardo...


guardo nos segredos maresias,
mares infinitos,
manhãs longínquas,
despertares do amanhecer,
colos de noites infindas...

guardo o imaginário,
o vôo do sol,
a lua do desejo,
a surpresa mágica,
o toque desconhecido,
o beijo intocável...

guardo o que não digo,
o que amealho,
o que não consigo,
a cruel desdita,
a frase perfeita,
a existência...

guardo a nostalgia,
o sonho,
a ilusão,
o caminho,
o que resta,
o que fica,
o que sobra,
o que sou...


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imagem da internet

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

foi há muito tempo...


foi há muito tempo….

quando o tempo escorria entre sorrisos
a as promessas verdejavam na esperança do futuro;

quando o homem cerrava punhos
e na raiva pelo direito
comia as côdeas do capital…

foi há muito tempo…

...se soubesse o que sei hoje
fuzilava a paciência,
matava a tolerância…


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010


desperta o sol lentamente
sorrindo no horizonte...

na aurora do dia
abrem-se janelas,
pálpebras frouxas,
preguiças do despertar...

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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

deixa-me dizer...


deixa-me abanar a opacidade do esquecimento,
dizer que nunca estiveste onde estive;

que a clausura não encarcera o pensamento;
que a liberdade não envenena a determinação.

deixa-me dizer que palavras não bastam
quando atitudes são necessárias


in "Esquinas do tempo"
Thesaurus / Brasilia, 2005


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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

abriu-se a voz...


abriu-se a voz no eco do pensamento
como um gemido,
como um grito inventado
na ausência do silêncio…

…se a voz rompesse ausências
o nome do teu segredo,
eu não seria fogo,
a cinza da tua existência…


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terça-feira, 26 de outubro de 2010

serei na tua cama...


serei na tua cama
o lençol,
a cobertura,
a trama,
o sol,
a tua ternura.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

s. c. c.


somos uma sociedade
de consumo
consumida
- pelo exagero das coisas usuais.

somos uma sociedade
anónima
de responsabilidade
limitada
- sem dividendos
anuais.


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do meu livro "meio tom" / Lisboa,1973

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quando o poeta é...


quando o poeta é maiúsculo
e a pele tem a sensibilidade do toque,

não há questiúncula,
não há remoque

que lhe ampute a ideia,
a determinação do ser…

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

desenrolas o gesto...


desenrolas o gesto no abraço do corpo
dando luz à penumbra dos sentidos…

…como se o dia amanhecesse no ocaso
e a noite engolisse os sonhos do despertar…

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010



Foi há cem anos...

O movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910 deu-se naturalmente na sequência da acção doutrinária e política que, desde a criação do Partido Republicano, em 1876, vinha sendo desenvolvida.

Aumentando contraposição entre a República e a Monarquia, a propaganda republicana soube tirar partido de alguns factos históricos de repercussão popular: as comemorações do centenário da morte de Camões, em 1880, e o Ultimatum inglês, em 1890, foram aproveitados pelos defensores das doutrinas republicanas que se identificaram com os sentimentos nacionais e as aspirações populares.

Elias Garcia, Manuel Arriaga, Magalhães Lima, tal com o operário Agostinho da Silva, foram personagens importantes dos comícios de propaganda republicana, em 1880.

Assim começou o fervilhar de emoções que culminaram com a implantação da República em 5 de Outubro de 1910, precisamente há cem anos.

Meu avô paterno João Antunes dos Santos foi um dos activistas do movimento republicano e um dos seus revolucionários.

Aqui o lembro e nele homenageio toda essa gesta de homens bravos e destemidos que puseram fim à monarquia.

...Para que deixássemos de ser subditos e passássemos a ser cidadãos!


Cartão de militante do Partido Republicano de meu avô.


Rosetas que pertenceram a meu avô e que, antes da República, eram usadas no interior dos chapéus para os republicanos se identificarem.

Algumas fotos das diversas peças originais que possuo sobre a Republica e que herdei de meu avô...


Peça de artilharia desativada, recolhida na Rotunda, hoje Praça Marquês de Pombal


Cinzeiro de cerâmica de 1910


Busto da República - Barcelos 1911



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Meu avô paterno esteve ligado à constituição / fundação de diversas instituições, entre as quais destaco:
Jardim Zoológico de Lisboa, Inválidos do Comércio, Associação de Socorros Mutuos dos Empregados do Comércio de Lisboa e Junção do Bem.

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Na familia a Republica tem outros rostos na luta à causa,
meu avô materno José Maria Videira e seu irmão Joaquim Videira, meu tio - avô.

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5 de Outubro de 2010
Alguns aspectos das cerimónias comemorativas da Republica na Camara Municipal de Lisboa (onde a Republica foi proclamada a há cem anos)





terça-feira, 28 de setembro de 2010

marylin (monroe)


Marylin é a eterna musa, a lembrança acesa de quem viveu a época da sua existência.

Nascida Norma Jean, o cinema fez dela a vedeta que todos admiravam e os homens desejavam.

Um dia destes, casualmente, vi-me perante a sua foto.

Precisamente, esta.

Olhei-a e num repente impulso inspirativo escrevi sobre ela o que o esconso da lembrança ditou.

Aqui fica.

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Marylin...
Suicidou-se no dia 5 de Agosto de 1962, na sua casa de Brentwood,em Los Angeles.
...E a questão é, como podia sentir-se só a mulher mais adorada do mundo ?

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