segunda-feira, 28 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
dia mundial da poesia

Hoje é dia Mundial da Poesia.
Hoje, quero olhar atrás no tempo e recordar um poema que escrevi bem menino e que continua a ser a imagem do homem que olha ao seu redor e por força do que vê e sente, inspira-se e escreve.
Um poema que já aqui editei e que, hoje, quero recordar.
Um poema que tem sido amplamente divulgado e que continua a merecer os favores e a gentileza de quem o divulga e edita.
Hoje é dia Mundial da Poesia e hoje, precisamente, tenho presente tantos e tão bons poetas que li, conheci e outros com quem tive o previlégio de conviver.
Poderia transcrever aqui alguns dos poemas desses talentosos homens e mulheres, mas porque o tempo passa, o homem envelhece e o caminho do futuro se torna mais estreito, quero relembrar o poema que em menino escrevi e a que dei o título de "sou louco"
Sou louco.
Dizem para aí.
Eu sei.
Não corro,
não fujo,
não procuro
socorro.
Sou louco.
Dizem.
Chicoteiam as faces da alma
vazia de penumbra.
Sou louco.
Dizem.
Não emendo
na procura duma consolação,
não vivo
procurando a evasão
de esquecer
o que dizem.
Sou louco.
Dizem.
...Porque quero ter sombras na parede.
Sou tudo.
Uma besta – tudo neles,
que passam, riem, comentam e dizem:
- É louco!
Caminho mais só, sem dó deles.
...Mas louco sem loucura não é louco.
... E sinto desejo profundo, digo mesmo:
Louco é o Mundo que caminha a esmo!
domingo, 13 de março de 2011
todos os olhares...
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
canção morta
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
no corpo que em tua boca respiro...
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
fóra de mim
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
...e o desejo
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
línguas alucinadas
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
quero dizer-te...
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Fernando Conde, Victor Queiroz e eu...trinta anos depois, let's rock
Trinta anos depois da ultima vez que nos vimos, mais de quarenta depois de centenas de espectáculos, o reencontro de três amigos que deram muito de si ao espectáculo e ao aparecimento do rock feito por portugueses nos anos sessenta. Foi há muitos anos que para Fernando Conde, compus canções, escrevi poemas e versões para hit's da altura. Foram uma boa duzia de originais e versões. De todas ressalvo a que nos deu maior prazer, êxito e conquistou muitas das avòzinhas de hoje. Refiro-me a "Só,sem ti" que referi posts atrás. Depois temos o Victor Queiroz, um extraordinário guitarrista, que integrou, entre outros grupos, os famosissimos "Electrónicos" e "Os Siderais" que acompanharam Fernando Conde e os "Steamers". Fomos jovens, divertimo-nos e fizemos diversão. Proporcionámos momentos alegres a milhares de jovens que hoje, com a nossa idade, venceram barreiras e deram a conhecer o melhor de si na exteriorização da sua alegria, da sua criatividade. Não somos heróis, mas estamos conscientes do que fomos, do que fizemos e do que continuamos a ser: Amantes da musica e, sobretudo, rock and rollers
Da esquerda para a direita, Victor Queiroz (o celebérrimo Carocha), eu e Fernando Conde (como sempre atendendo as fans...avòzinhas) =======
O video que segue é um mimo do Victor Queiroz.
Como sempre artista, como sempre "engenhoso"
Obrigado, Victor.
Para ver e ouvir o video, desligue o fundo musical do blog.
(situado à direita, no fim do blog)
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As fotos editadas são da nossa amiga CONCEIÇÃO CARVALHO a qual realizou o making off e teve a paciência generosa nos acompanhar neste dia i-nes-que-ci-vel!
Obrigado, CONCEIÇÃO!!!
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domingo, 9 de janeiro de 2011
meu amor
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
rompendo a manhã...
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
um unissono de palavras...
um unissono de palavras em mim semeado...
a enfranquecida silaba,
o pavor dilacerado,
um sussurro de espasmos,
o riso adiado...
um unissono de palavras em mim semeado...
no descuidado olhar,
no silêncio da agonia,
sou como mar de raiva,
a noite fugidia...
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Ao terminar mais um ano quero, reconhecidamente, agradecer
a todos que seguem o blog, bem como a todos que nos dão
eco da sua leitura, através dos comentários que fazem.
A todos muito obrigado e votos de Feliz Ano Novo.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
natal ?

…e se na raiva dos dias
os meses cansam
e os anos matam,
pensa que um dia,
mesmo que aqui não estejas,
o homem será homem
na liberdade,
na fraternidade,
na plenitude do ser!
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aos Videira e aos Antunes dos Santos,
meus avós e antecessores que foram peregrinos
de bem fazer nas mãos que estenderam à vida
e ao seu semelhante.
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foto da internet
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
tenho saudades ( nikki )
tenho saudades dos silêncios
em que me ouvias na voz da tua razão;
dos dias longos e profundos
em que estendias olhares
e beijavas a presença
com a luz dos afectos.
tenho saudades das corridas loucas
na provocação das brincadeiras,
dos aconchegos em mim,
do calor da tua presença,
da tua fidelidade.
tenho saudades de ti
agora que o fim
é o principio,
a conclusão do fio da vida.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
vejo-te...

vejo-te no deambular do olhar onde a busca trespassa limites, esconsos da imaginação;
vejo-te no perpendicular do pensamento onde penduro a retrospectiva da vida e sangram tristezas;
vejo-te na dor que consome a alma e extasia a indiferença do sofrimento...
...do sofrimento em que me turvo e onde as palavras não remedeiam a existência e a neblina ofusca o dia e inquieta o rosto livido do desespero...
vejo-te, aqui e agora!
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
guardo...

guardo nos segredos maresias,
mares infinitos,
manhãs longínquas,
despertares do amanhecer,
colos de noites infindas...
guardo o imaginário,
o vôo do sol,
a lua do desejo,
a surpresa mágica,
o toque desconhecido,
o beijo intocável...
guardo o que não digo,
o que amealho,
o que não consigo,
a cruel desdita,
a frase perfeita,
a existência...
guardo a nostalgia,
o sonho,
a ilusão,
o caminho,
o que resta,
o que fica,
o que sobra,
o que sou...
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imagem da internet
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
foi há muito tempo...
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
deixa-me dizer...

deixa-me abanar a opacidade do esquecimento,
dizer que nunca estiveste onde estive;
que a clausura não encarcera o pensamento;
que a liberdade não envenena a determinação.
deixa-me dizer que palavras não bastam
quando atitudes são necessárias
in "Esquinas do tempo"
Thesaurus / Brasilia, 2005
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imagem da internet
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
abriu-se a voz...
terça-feira, 26 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
s. c. c.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quando o poeta é...
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
desenrolas o gesto...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Foi há cem anos...
O movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910 deu-se naturalmente na sequência da acção doutrinária e política que, desde a criação do Partido Republicano, em 1876, vinha sendo desenvolvida.
Aumentando contraposição entre a República e a Monarquia, a propaganda republicana soube tirar partido de alguns factos históricos de repercussão popular: as comemorações do centenário da morte de Camões, em 1880, e o Ultimatum inglês, em 1890, foram aproveitados pelos defensores das doutrinas republicanas que se identificaram com os sentimentos nacionais e as aspirações populares.
Elias Garcia, Manuel Arriaga, Magalhães Lima, tal com o operário Agostinho da Silva, foram personagens importantes dos comícios de propaganda republicana, em 1880.
Assim começou o fervilhar de emoções que culminaram com a implantação da República em 5 de Outubro de 1910, precisamente há cem anos.
Meu avô paterno João Antunes dos Santos foi um dos activistas do movimento republicano e um dos seus revolucionários.
Aqui o lembro e nele homenageio toda essa gesta de homens bravos e destemidos que puseram fim à monarquia.
...Para que deixássemos de ser subditos e passássemos a ser cidadãos!
Cartão de militante do Partido Republicano de meu avô.
Rosetas que pertenceram a meu avô e que, antes da República, eram usadas no interior dos chapéus para os republicanos se identificarem.
Algumas fotos das diversas peças originais que possuo sobre a Republica e que herdei de meu avô...
Peça de artilharia desativada, recolhida na Rotunda, hoje Praça Marquês de Pombal
Cinzeiro de cerâmica de 1910
Busto da República - Barcelos 1911
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Meu avô paterno esteve ligado à constituição / fundação de diversas instituições, entre as quais destaco:
Jardim Zoológico de Lisboa, Inválidos do Comércio, Associação de Socorros Mutuos dos Empregados do Comércio de Lisboa e Junção do Bem.
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Na familia a Republica tem outros rostos na luta à causa,
meu avô materno José Maria Videira e seu irmão Joaquim Videira, meu tio - avô.
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5 de Outubro de 2010
Alguns aspectos das cerimónias comemorativas da Republica na Camara Municipal de Lisboa (onde a Republica foi proclamada a há cem anos)
terça-feira, 28 de setembro de 2010
marylin (monroe)

Marylin é a eterna musa, a lembrança acesa de quem viveu a época da sua existência.
Nascida Norma Jean, o cinema fez dela a vedeta que todos admiravam e os homens desejavam.
Um dia destes, casualmente, vi-me perante a sua foto.
Precisamente, esta.
Olhei-a e num repente impulso inspirativo escrevi sobre ela o que o esconso da lembrança ditou.
Aqui fica.
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Marylin...
Suicidou-se no dia 5 de Agosto de 1962, na sua casa de Brentwood,em Los Angeles.
...E a questão é, como podia sentir-se só a mulher mais adorada do mundo ?
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
amo no silêncio das palavras
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
nos muros dos olhares cinzelados
nos muros dos olhares cinzelados
onde cantam limites do vento,
há olhos que interiorizam
o regresso de encontros…
a tenra lembrança do tempo
onde o passado fére a pedra,
é um abismo de lembranças
entre dedos do vazio…
…e assim, no cremar das luzes,
dos punhos até à língua,
há um espaço vazio
na sombra da míngua…
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
por entre a vidraça...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
este rio...
terça-feira, 10 de agosto de 2010
ser VIDEIRA com raízes na Bendada (Sabugal)
videira
cepa torta nascida
de néctares aromáticos
graduados no sol...
videira fruto - tempera,
gente dum só escol.
======
poemeto que dedico à familia do meu apelido
======

estes são uma pequena parte dos descendentes dos Videira que no passado fim de semana se reuniram na Bendada (Sabugal), aldeia onde têm origem as suas raízes.
Somos fruto da mesma àrvore ainda que de ramos diferentes.
Somos descendentes dos que se dedicaram à pastoricia, ao trabalho no campo e que vincaram na face a rudeza da vida.
Dois deles, já falecidos, como meu avô José Maria Videira e meu tio-avô Joaquim Videira, republicanos convictos que lutaram pela democracia contra a ditadura Salazarista, sofrendo, por isso, a prisão, a tortura e a deportação.
Brevemente por aprovação da Assembleia Municipal do Sabugal e da Assembleia de Freguesia da Bendada eles terão os seus nomes consagrados na toponimia local.
Somos Videira.
Do campo à faculdade, temos orgulho no passado, vencemos o futuro.
Somos gente de trabalho, de convicções, de tempera rija.
======
Quero aqui fazer referência e registar o meu agradecimento aos deputados da Assembleia Municipal do Sabugal, João Manuel Aristides Duarte e João Carlos Taborda Manata, pelo voto de louvor a meu avô que aí apresentaram, bem como à Assembleia de Freguesia da Bendada, pela pela atribuição dos nomes dos meus familiares a uma rua da aldeia.
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cepa torta nascida
de néctares aromáticos
graduados no sol...
videira fruto - tempera,
gente dum só escol.
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poemeto que dedico à familia do meu apelido
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estes são uma pequena parte dos descendentes dos Videira que no passado fim de semana se reuniram na Bendada (Sabugal), aldeia onde têm origem as suas raízes.
Somos fruto da mesma àrvore ainda que de ramos diferentes.
Somos descendentes dos que se dedicaram à pastoricia, ao trabalho no campo e que vincaram na face a rudeza da vida.
Dois deles, já falecidos, como meu avô José Maria Videira e meu tio-avô Joaquim Videira, republicanos convictos que lutaram pela democracia contra a ditadura Salazarista, sofrendo, por isso, a prisão, a tortura e a deportação.
Brevemente por aprovação da Assembleia Municipal do Sabugal e da Assembleia de Freguesia da Bendada eles terão os seus nomes consagrados na toponimia local.
Somos Videira.
Do campo à faculdade, temos orgulho no passado, vencemos o futuro.
Somos gente de trabalho, de convicções, de tempera rija.
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Quero aqui fazer referência e registar o meu agradecimento aos deputados da Assembleia Municipal do Sabugal, João Manuel Aristides Duarte e João Carlos Taborda Manata, pelo voto de louvor a meu avô que aí apresentaram, bem como à Assembleia de Freguesia da Bendada, pela pela atribuição dos nomes dos meus familiares a uma rua da aldeia.
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
abstrato...
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