sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
um unissono de palavras...
um unissono de palavras em mim semeado...
a enfranquecida silaba,
o pavor dilacerado,
um sussurro de espasmos,
o riso adiado...
um unissono de palavras em mim semeado...
no descuidado olhar,
no silêncio da agonia,
sou como mar de raiva,
a noite fugidia...
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Ao terminar mais um ano quero, reconhecidamente, agradecer
a todos que seguem o blog, bem como a todos que nos dão
eco da sua leitura, através dos comentários que fazem.
A todos muito obrigado e votos de Feliz Ano Novo.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
natal ?

…e se na raiva dos dias
os meses cansam
e os anos matam,
pensa que um dia,
mesmo que aqui não estejas,
o homem será homem
na liberdade,
na fraternidade,
na plenitude do ser!
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aos Videira e aos Antunes dos Santos,
meus avós e antecessores que foram peregrinos
de bem fazer nas mãos que estenderam à vida
e ao seu semelhante.
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foto da internet
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
tenho saudades ( nikki )
tenho saudades dos silêncios
em que me ouvias na voz da tua razão;
dos dias longos e profundos
em que estendias olhares
e beijavas a presença
com a luz dos afectos.
tenho saudades das corridas loucas
na provocação das brincadeiras,
dos aconchegos em mim,
do calor da tua presença,
da tua fidelidade.
tenho saudades de ti
agora que o fim
é o principio,
a conclusão do fio da vida.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
vejo-te...

vejo-te no deambular do olhar onde a busca trespassa limites, esconsos da imaginação;
vejo-te no perpendicular do pensamento onde penduro a retrospectiva da vida e sangram tristezas;
vejo-te na dor que consome a alma e extasia a indiferença do sofrimento...
...do sofrimento em que me turvo e onde as palavras não remedeiam a existência e a neblina ofusca o dia e inquieta o rosto livido do desespero...
vejo-te, aqui e agora!
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
guardo...

guardo nos segredos maresias,
mares infinitos,
manhãs longínquas,
despertares do amanhecer,
colos de noites infindas...
guardo o imaginário,
o vôo do sol,
a lua do desejo,
a surpresa mágica,
o toque desconhecido,
o beijo intocável...
guardo o que não digo,
o que amealho,
o que não consigo,
a cruel desdita,
a frase perfeita,
a existência...
guardo a nostalgia,
o sonho,
a ilusão,
o caminho,
o que resta,
o que fica,
o que sobra,
o que sou...
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imagem da internet
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
foi há muito tempo...
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
deixa-me dizer...

deixa-me abanar a opacidade do esquecimento,
dizer que nunca estiveste onde estive;
que a clausura não encarcera o pensamento;
que a liberdade não envenena a determinação.
deixa-me dizer que palavras não bastam
quando atitudes são necessárias
in "Esquinas do tempo"
Thesaurus / Brasilia, 2005
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imagem da internet
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
abriu-se a voz...
terça-feira, 26 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
s. c. c.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quando o poeta é...
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
desenrolas o gesto...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Foi há cem anos...
O movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910 deu-se naturalmente na sequência da acção doutrinária e política que, desde a criação do Partido Republicano, em 1876, vinha sendo desenvolvida.
Aumentando contraposição entre a República e a Monarquia, a propaganda republicana soube tirar partido de alguns factos históricos de repercussão popular: as comemorações do centenário da morte de Camões, em 1880, e o Ultimatum inglês, em 1890, foram aproveitados pelos defensores das doutrinas republicanas que se identificaram com os sentimentos nacionais e as aspirações populares.
Elias Garcia, Manuel Arriaga, Magalhães Lima, tal com o operário Agostinho da Silva, foram personagens importantes dos comícios de propaganda republicana, em 1880.
Assim começou o fervilhar de emoções que culminaram com a implantação da República em 5 de Outubro de 1910, precisamente há cem anos.
Meu avô paterno João Antunes dos Santos foi um dos activistas do movimento republicano e um dos seus revolucionários.
Aqui o lembro e nele homenageio toda essa gesta de homens bravos e destemidos que puseram fim à monarquia.
...Para que deixássemos de ser subditos e passássemos a ser cidadãos!
Cartão de militante do Partido Republicano de meu avô.
Rosetas que pertenceram a meu avô e que, antes da República, eram usadas no interior dos chapéus para os republicanos se identificarem.
Algumas fotos das diversas peças originais que possuo sobre a Republica e que herdei de meu avô...
Peça de artilharia desativada, recolhida na Rotunda, hoje Praça Marquês de Pombal
Cinzeiro de cerâmica de 1910
Busto da República - Barcelos 1911
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Meu avô paterno esteve ligado à constituição / fundação de diversas instituições, entre as quais destaco:
Jardim Zoológico de Lisboa, Inválidos do Comércio, Associação de Socorros Mutuos dos Empregados do Comércio de Lisboa e Junção do Bem.
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Na familia a Republica tem outros rostos na luta à causa,
meu avô materno José Maria Videira e seu irmão Joaquim Videira, meu tio - avô.
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5 de Outubro de 2010
Alguns aspectos das cerimónias comemorativas da Republica na Camara Municipal de Lisboa (onde a Republica foi proclamada a há cem anos)
terça-feira, 28 de setembro de 2010
marylin (monroe)

Marylin é a eterna musa, a lembrança acesa de quem viveu a época da sua existência.
Nascida Norma Jean, o cinema fez dela a vedeta que todos admiravam e os homens desejavam.
Um dia destes, casualmente, vi-me perante a sua foto.
Precisamente, esta.
Olhei-a e num repente impulso inspirativo escrevi sobre ela o que o esconso da lembrança ditou.
Aqui fica.
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Marylin...
Suicidou-se no dia 5 de Agosto de 1962, na sua casa de Brentwood,em Los Angeles.
...E a questão é, como podia sentir-se só a mulher mais adorada do mundo ?
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
amo no silêncio das palavras
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
nos muros dos olhares cinzelados
nos muros dos olhares cinzelados
onde cantam limites do vento,
há olhos que interiorizam
o regresso de encontros…
a tenra lembrança do tempo
onde o passado fére a pedra,
é um abismo de lembranças
entre dedos do vazio…
…e assim, no cremar das luzes,
dos punhos até à língua,
há um espaço vazio
na sombra da míngua…
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
por entre a vidraça...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
este rio...
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