quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

meu corpo dos dias vãos

                                                          
meu corpo dos dias vãos
sem que amor lhe passe
é escondido entre mãos
na nudez do disfarce.
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minha alma distante
de manhãs nevoentas
se perde no errante
das tardes sonolentas.
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meu dia, meu gigante
cansado entre visões
se perde no farsante
sussurro de perdões.
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meu dia, meu gigante
de sesta estivais
se acha incessante
entre mágoas e ais.
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meu sonho sendo ideia
sem ter rumo distante
é certeza que vagueia
na verdade gritante.
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minha força ausente
de auroras sem partida
se acha no presente
na verdade sentida

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Lembrança sentida à memória do Maestro Rocha Oliveira
que tão bem soube interpretar e musicar
a minha poesia.

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Musica: Maestro Rocha Oliveira
Interprete: Corina
Gravação: "Rapsódia" / PORTUGAL
Direitos de autor assegurados pela
Sociedade Portuguesa de Aurores / SPA / LISBOA / PORTUGAL

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

epitáfio do ano


Cumpre-se um ano mais.

Na paz do silêncio olham-se os dias...

Entre si, os diferentes caminhos, em quatro estações do ano...

Tantos dias, os que estamos sós, no silêncio do nada.

Tantos dias em que a alma se separa do corpo e voa ao alcance da ilusão...

Cumpre-se um ano mais.

Faz medo olhar o tempo no devaneio dos dias que passam e deixam memórias no aglomerado do pensamento...

Faz medo olhar o vazio, o espaço daqueles que nos deixaram no caminho que antes foi seu...

Um ano mais no sonho que não se cumpriu e em que bocas de uma só língua vibraram no enleio da mentira, no desespero da afirmação, na luta sem tréguas pelo atropelo...

Um ano mais e o mundo continua igual...

Imita-se a si mesmo na chaga que purga e torna incurável a cobiça, a ganancia do homem...

Ninguém abre o segredo da porta em que se guarda,  ninguém renuncia ao amor próprio para ser comum,  um todo da humanidade...

Cumpre-se um ano mais.

As promessas diluídas no tempo fantasiaram e deram cor a votos que não se cumpriram.

Todos fomos cumplices do que acabou sendo uma mentira, na verdade dos dias, na soma dos meses, na conclusão de mais um ano.

Será assim no futuro, no novo ano ou será que as grades e os ferrolhos de cada um abrem-se à vida e sem serem dúbios consagram a realidade dos votos?

Um ano novo nos espera, mais doze meses ditarão a realidade do que se deseja e nem sempre se cumpre.


JVS  -  LEM, Bahia, Brasil, 28.12.2016  -  08.45h


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domingo, 18 de dezembro de 2016

natal 2016

                                          

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

levas-me no bolso...

levas-me no bolso,
no bolso de trás
no balançar da anca,
na nádega redonda
onde redondo danço
o teu caminhar

joão videira santos

                                                 

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terça-feira, 11 de outubro de 2016

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

ana litico

de um tempo antigo, reafirmando as palavras e as mesmas certezas.
o poema...in "meio tom"


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