segunda-feira, 28 de julho de 2008

vens olhar-me nas palavras...


vens olhar-me nas palavras que deixo reclinando perguntas nas reticências que lês.

calças os sentidos nas emoções descalçando dúvidas nas certezas que imaginas.

na ilusão que remedeias, há começos que bordas na angustia do despertar fazendo deles procuras no ajuste do que teces.

sei dos dias mínguos em que esfarrapas procuras nos anseios que o corpo turbulenta.

sei de tudo.

dos inventos perspicazes, das lonjuras que mendigas nos àquens desejados;

dos cristais que flutuam no choro de tantos pensamentos...

vens olhar-me nas palavras que deixo...

...porque sou a história, o morto - vivo, a causa presente, a tua memória!

45 comentários:

xistosa - (josé torres) disse...

Talvez, a história, mas nunca um morto-vivo.
O ícone que perpétua e o olham como uma fonte,a causa-presente e a memória de todos.
A vida ensina-nos com o passar dos anos.
Uns engrandecem-se, engrandecendo os outros e é destes que a história, a vida, o quotidiano, sublima.

Uma óptima semana.

Xinha disse...

A memória, a história, o presente...s im... morto-vivo, nunca!!

Eu olho-o nas palavras e cada vez mais as minhas dúvidas se dissipam... é de facto, um excelente escritor!
Palavras suaves, mas que marcam
Frases curtas, mas de significado intenso...

Belo post!


Xi-coração

disse...

vim agradecer a sua visita ao meu blog.
e sim, não há nada melhor do que um bom amigo.
obrigado.
tem um bom blog.
tenha um bom dia e uma boa semana.

flor de lótus disse...

Definitivamente elejo-te o "meu" poeta! Ninguém como tu dá vida às palavras. Contigo as palavras ganham força no incomum da prosa ou da poesia. Uma vez mais, muitos parabéns! Um beijo com votos de saúde, felicidades e que continuis a brindar-nos com o teu enormissimo talento.

Sónia Pessoa disse...

obrigada pela visita, venho retribuir e passear um pouco aqui pelo seu cantinho. Ora pois, é pelas diferenças que luto, ao escrever histórias para crianças que nos ensinam a amar o que é diferente. A primeira vai ser lançada em outubro, pela editora Papiro.

Um abraço,
Sónia

Angela Ladeiro disse...

A visita eu agradeço, mas mais ainda o que me proporciona ler...Um BJ

mdsol disse...

a importância da memória... A persistência da memória diria (ou pintaria) o Dali!

:))

Shakti disse...

Gostei de aqui estar ...prometo voltar com mais tempo....afinal estou em falha consigo , que costuma aparecer no meu canto...

bjs e obrigada !!

Até breve...prometo ...

Maria disse...

não te conheço há muito tempo. mas acho que podes ser memória, causa presente, história....
.... mas morto-vivo não!

elisabete fialho disse...

Viva Sr.João,passei por aqui,li e reli...e fiquei com a nitida sensação que o SENTIR nestas palavras é próprio de quem remenda sentimentos.Eu interpretei correctamente?
Um abraço Sr.João

Borboleta disse...

A maneira extraordinária de usar meras palavras de forma tão eloquente e melodiosa, que deixo de tentar sequer entender o significado, e fico quase que paralisada no encadeamento das frases que estão no seu post...

É algo que me faz reler e voltar novamente a ler, para que no meio de cada leitura consiga abstrair-me da ligação de cada frase para tentar descobrir o seu conteúdo!!

Perdoai-me pela falta de entender o conteúdo...mas não quero...prefiro perder-me na melodia da sua escrita!!!!!

Muito obrigada!!!!!

Júlia Coutinho disse...

Querido amigo,
Muito obrigada pelas tuas palavras sempre que me visitas e pela atenção que te merece o meu blog.
Nem todos o apreciam, por isso as visitas não abundam (ou os comentários...)
Aquilo que aqui fazes também é de extrema importancia. Quem me dera saber "POEMAR" porque adoro poesia mas não a consigo fazer, tenho sempre que recorrer à de outros para expressar o que sinto.

Teresa David disse...

Um belo texto poético que nos enche de prazer ler e reler.
Bjs
TD

mariam disse...

belíssima escrita a Sua.
este me parece um canto triste, de vontades talvez por realizar...a dificuldade no desapego...

"dos inventos perspicazes, das lonjuras que mendigas nos àquens desejados"

e acho que também percebo bem o quer dizer com "morto-vivo" esses são os piores lutos...

(se calhar estou a baralhar tudo!)
adorei o poema!

boa semana
um sorriso :)

Só- Poesias e outros itens disse...

Poetizar
é sempre amar as palavras.

Lindo poema

bjs.

JU Gioli

Ana Rita disse...

Um apaixonante poema.
Tem um maravilhoso blog prometo voltar.
Obrigada por ter visitado o meu, é uma honra.
Volte sempre. :D

Ana Diniz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Diniz disse...

Caríssimo poeta.

Teu poema me remete a uma percepção onde a "onisciência" do "Eu" parece sobrevoar as paragens setimentais do ser amado. De fato, um mistério. Um mar revolto em energia - palavras fortes de uma consciência que amou, ou que ainda permanece amando.

Faço questão que leias meus versos... Poeta dileto!

Beijos de uma poeta.

Graça Pires disse...

Venho olhar-te nas palavras que deixas...
Um abraço.

Caçadora de Emoções disse...

Obrigada POETA. Cada vez me sinto melhor por aqui...
A forma como escreve, simples e profunda ao mesmo tempo, as palavras que nos tocam e surgem suavemente. Tanto talento!
Parece-me um poema triste, talvez... Gostei muito, muito.

Um abraço e uma boa semana :)

Só Eu disse...

É um privilégio ler um poema tão bonito.
Sou um homem mais completo depois de ter aportado neste espaço de arte!
Abraço de admiração

Gerlane disse...

Lindo, João!

Expressas de forma ampla sentimentos nem sempre fáceis de se traduzir com palavras.

Beijos pra ti!

Maria Anjos Varanda disse...

Serás a história...
Com coisas tão bonitas que deixas escritas.....
Boas memórias serão....
Morto vivo....não.

Beijos

dona tela disse...

Assim é que eu gosto. Bons programas.

As minhas cordiais saudações.

Adriana disse...

Sempre muito lindo,seus textos demonstram a capacidade harmoniosa de se expressar!

Alice disse...

Uauuuu !!! deixas-te-me emocionada !


bjkasss

Germana Salles disse...

Nossa!...Quanta emoção! Meus parabéns e um beijo nesse delicado coração.

Ana Diniz disse...

Querido poeta. Passei para deixar um abraço e agradecer a visita e o comentário. Saiba que eu te admiro como ser humano, artista e poeta. Nenhuma divergência artística poderá comprometer o que deixo fluir em minha alma por você. De toda forma, apreciei o comentário - são impressões estéticas de um grande poeta.

Um bjo.
Luz e vida!

Renato Salvatori disse...

Subscrevo todo o apreço que lhe é dedicado. Você é um artista, um ser de rara sensibilidade. Abraço

vero disse...

Passei para ler e deixar um beijinho meu amigo :)

Sininho disse...

Talvez por elas serem mais que nossas amigas: Que palavras!

Um Beijinho*

Justine disse...

Os poetas sabem de tudo! E o que não sabem, fingem que sabem...
Bela a música, também!

elvira carvalho disse...

Regresso aos poucos. Ainda não para ler os vossos postos, apenas para deixar um abraço e um obrigada
pelo vosso carinho

Marta Vasil disse...

Muito fascinada com este poema que ficou a tocar no meu presente e a guardar já vez na minha memória.


MV

Jana disse...

Estou retribuindo a sua visita...

Memorias sim, morto-vivo, nunca!

beijos

Professorinha disse...

Morto vivo não... ninguém anda morto em vida... Não a podemos deixar passar por nós...

Fica bem

Ana disse...

Simples, bonito e profundo.
O jogo das palavras é notável!

E é tão bom ter/ser memória!

Parapeito disse...

...E mais uma vez, entrou na alma...e arrepiou a pele.

****

Paula Raposo disse...

E assim se escreve maravilhosamente...beijos.

ANTONIO DELGADO disse...

Viva Caro João Videira Santos,
muito agradeço a sua visita e espero que volte ao Ecos e Comentários onde por vezes a poesia da vida em Alcobaça é cerceada pelas incongruências que os politicos locais cultivam na governação desta terra cujo o amor nos une. Eu nasci em Alcobaça mas vivi quase sempre em Lisboa e mais de dez anos fora de Portugal.
Apesar de a poesia ser uma das mais súblimes formas de expressar emoções e ela começar onde o discurso científico termina, a verdade é que tenho alguma animosidade contra esta súblime forma de arte e por uma simples razão: quando era pequeno e estudava a instrução primária tive um professor na quarta classe que obrigava os alunos a decorarem todas as poesias que surgiam no livro de leitura e obrigava-os a declamá-las em aula. Qualquer erro à nao memorização de uma parte da poesia em questão, quando era declamada em aula, esse simples facto era motivo de castigo fisico além de proibição de usufruir do tempo de ocio que as aulas permitiam.Um verdadeiro trauma para as crianças. No entanto reconheço na palavra expressa em forma de poesia uma sublime maneira de expressão .

irei de imediato fazr um link no meu blog para o seu.
Cordialmente
António Delgado

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema muito bem conseguido.

a foto acompanha muito bem.

beij

lena disse...

são as suas palavras que olho e me deliciam Poeta

ficam em mim anseios que flutuam como "palavras de cristal"

olho e embriagada por elas vou


um belo poema que nos deixas

um abraço meu

lena

Emanuel Azevedo disse...

Muito parabéns pelo poema.

susana disse...

Como é possível escrever assim?
Quero este poema aprender
Não.
Quero apenas senti-lo
Observá-lo e tocá-lo
Para nele me perder

Algo me diz que isto é um Blog de alguém que eu já deveria conhecer. Se assim for, resta-me dizer: mais vale tarde do que nunca, pois nunca se lamenta aquilo que não se descobre.

E agora vou mesmo de férias!

Rosinha Barroso disse...

Ouvi de bem longe este convite, e a saudade conduziu-me até aqui. Li e como sempre amei teus textos. Volta logo, fazes muita falta e a saudade é grande. Beijinhos, Rosinha